Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

ESTUDO DAS INTOXICAÇÕES EXÓGENAS EM CRIANÇAS BRASILEIRAS DE 0 A 9 ANOS, 2011-2015

Fundamentação/Introdução

As intoxicações exógenas que ocorrem na infância se configuram como um relevante problema de saúde pública a nível mundial, sendo a faixa etária de até cinco anos de idade mais susceptível a intoxicações acidentais. A curiosidade inerente à idade as leva a utilizar de todos os sentidos para explorar o ambiente, tornando-as vulneráveis à ingestão e contato com agentes tóxicos.

Objetivos

Este trabalho objetiva caracterizar o perfil nacional das intoxicações infantis na faixa etária de 0 a 9 anos que ocorreram no período de 2011 até 2015.

Delineamento/Métodos

Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e de caráter temporal. Para sua execução, foram utilizados dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), na categoria de “Epidemiológicas e Morbidades” e no subitem “Doenças e Agravos de Notificação – de 2007 em diante”. As informações foram acessadas na opção “Intoxicação Exógena”, tendo como abrangência geográfica “Brasil por Região, UF e Município”. Em seguida, os dados foram delimitados ao período de janeiro de 2011 até dezembro de 2015.

Resultados

No Brasil, as notificações de intoxicação exógena na faixa etária de 0 a 9 anos somaram 71.899 casos no período de 2011 a 2015, cerca de 20% da população geral. Destaca-se, que dentro dessa categoria, as crianças de 1 a 4 anos predominam com 67,2% (48.318). A diferença entre os gêneros foi mínima, sendo o sexo masculino maioria por 53,1% (38.205). Quando se estuda as intoxicações por região de residência, nota-se que a região Sudeste está em primeiro lugar com 40,7% dos casos (29.265) e a região Nordeste com 29,7% (21.360). Os agentes tóxicos preferidos pelas crianças foram os medicamentos com 37,5% (26.958) e, em segundo lugar, com 16,2% (11.627), os produtos de uso domiciliar. Além disso, a circunstância da intoxicação foi, em sua maioria, acidental com 65,5% (47.111), notando-se que 2,4% (1.724) casos foram tentativas de suicídio e uma minoria de 16 casos - menos de 1% - foram tentativas de aborto. Por ora, a maioria das crianças evoluíram para cura sem sequela correspondendo a 80,6% (57.947) dos casos e apenas 0,2% (162) foram a óbito.

Conclusões/Considerações finais

O perfil da criança brasileira que se intoxica se encontra na faixa de 1 a 4 anos, do sexo masculino e residente da região Sudeste. A maioria delas, o faz por meio de medicamentos, acidentalmente e evoluem para cura sem sequelas.

Palavras Chaves

Intoxicação; Envenenamento; Infância.

Área

Clínica Médica

Instituições

Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - Bahia - Brasil

Autores

Raquel Campos dos Santos, Clara Sá Macedo, Daniel de Azêvedo Castello Branco, Mariana Wanderley de Araújo, André Dantas Zimmermann

Promoção

SBCM

Realização

SBCM MG
ABRAMURGEM

Patrocínio Ouro

UNIFENAS

Patrocínio Prata

Unimed - BH

Patrocínio Bronze

CUREM
SENIOR VILLAGE

Apoio

IPSEMG
TAKEDA

Agência de Turismo

Belvitur

Organização

Attitude Promo

Agência Web

Sistema de Gerenciamento desenvolvido por Inteligência Web

14º Congresso Brasileiro de Clínica Médica e 4º Congresso Internacional de Medicina de Urgência de Emergência

MINASCENTRO - Belo Horizonte/MG | 04 a 06 de Outubro de 2017