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Dados do Trabalho


Título

Febre de origem indeterminada em adolescente: relato de caso

Fundamentação/Introdução

A Paracoccidioidomicose é a micose pulmonar de maior interesse no Brasil, prevalente nos estados de SP, RJ, GO e RS. A forma aguda/subaguda (juvenil) da doença corresponde a menos de 10% dos casos e caracteriza-se por manifestações extrapulmonares.

Objetivos

Descrever evolução de caso clínico de paracoccidioidomicose juvenil.

Delineamento/Métodos

Paciente do sexo feminino, 14 anos, parda, solteira, estudante, natural de Ribeirão (PE), procedente de Serranópolis (GO), apresentava queixa de febre de intensidade moderada (37,8-38ºC) há 30 dias, intermitente, insidiosa, sem horário específico, que cessa após uso de antipirético. No mesmo período relatava astenia, hiporexia, perda ponderal de 7kg e lesões cutâneas pápulo-eritematosas em dorso. Paciente referia ainda episódios de dor abdominal difusa e náuseas. Ao exame paciente apresentava-se hipocorada, emagrecida, afebril, sendo notadas as lesões cutâneas em tronco, principalmente dorso e presença de múltiplos nódulos em cadeia cervical anterior e posterior, medindo de 1 a 2 cm, móveis, pouco dolorosos à palpação. Fígado palpável a cerca de 3 cm do rebordo costal direito. Paciente vive em casa de alvenaria no interior de Goiás, utiliza água filtrada para ingesta e preparo de alimentos. Dois meses antes da primeira consulta viajou para o interior de Pernambuco onde banhou-se em lagos e cachoeiras. Nos exames complementares houve alteração nos seguintes parâmetros: Hb 9,8 g/dL, eosinófilos 21%, plaquetas 477.000/mm3, TGO 69 U/L, TGP 41 U/L, VHS 81 mm/h, PCR 50mg/dL. USG de abdome total apontou adenomegalias na região do hilo hepático e retroperitônio. Anti-HIV, anti-HCV, anti-HAV e VDRL não reagentes. Sorologias para CMV, EBV, esquistossomose, leishmaniose e toxoplasmose não reagentes e PPD não reator. RX de tórax normal. Em exame histopatológico de biópsia de linfonodo cervical foi observada presença de múltiplas formas gemuladas, algumas com aspecto de roda de leme (Paracoccidioides brasiliensis). Sorologia para paracoccidioidomicose 1:4. Foi firmado o diagnóstico de paracoccidioidomicose aguda/subaguda (tipo juvenil). Iniciado tratamento com Itraconazol 200 mg/dia por 6 meses. Paciente apresentou melhora clínica e laboratorial, com ganho ponderal de 10Kg. Houve negativação da sorologia para paracoccidioidomicose e a paciente recebeu alta do ambulatório.

Resultados

Relato de caso.

Conclusões/Considerações finais

Embora a forma juvenil da paracoccidioidomicose seja menos comum, o clínico deve estar atento a este diagnóstico diferencial, principalmente em áreas endêmicas.

Palavras Chaves

Paracoccidioidomicose, adolescente, febre, linfadenopatia, dor abdominal

Área

Clínica Médica

Instituições

UFG - Goias - Brasil

Autores

Marília Miquelão Garcia, Hélio Ranes de Menezes, Arthur Borges Lacerda Alencar, Andreza Sobral Freitas, Guilherme Pimenta de Melo

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