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Dados do Trabalho


Título

CRIPTOCOCOSE DISSEMINADA EM PACIENTE IMUNODEPRIMIDO: RELATO DE CASO

Fundamentação/Introdução

A criptococose é uma micose sistêmica, cujo agente etiológico é o Cryptococcus neoformans, prevalente em pacientes portadores do vírus da imunodeficiência humana(HIV). A infecção é adquirida pela inalação do fungo, podendo evoluir com disseminação hematogênica e variadas apresentações clínicas como as lesões cutâneo-mucosas.

Objetivos

O reconhecimento das lesões cutâneo-mucosas como forma de apresentação nesta doença, a fim de auxiliar no diagnóstico precoce em pacientes suscetíveis.

Delineamento/Métodos

Paciente masculino, 41 anos, branco, residente de Cabo Frio, Rio de Janeiro internou em 30/11/2016 neste nosocômio por encaminhamento da infectologia, após consulta ambulatorial. Queixava-se do aparecimento de lesões cutâneas em face, tronco e membros há dois meses. Tratou, antes da internação, com antifúngico oral, sem sucesso. Relatava perda ponderal de 5 Kg em aproximadamente seis meses. Era portador HIV desde 2007, tendo permanecido no ano de 2015 sem qualquer tratamento antirretroviral. Ao exame, apresentava-se febril, taquicárdico, orientado no tempo e espaço, algo letárgico, queixando-se de cefaleia holocraniana, sem outros sinais ou sintomas associados. As lesões cutâneo-mucosas eram do tipo pápula, não pruriginosas, de tamanho variável, umbilicadas e algumas com evolução para crostas. O exame laboratorial evidenciava pancitopenia, CD4 de 14/mm3 e carga viral para HIV maior que 100.000 cópias/ml. Diante do quadro, foi aventada a hipótese de criptococose disseminada, sendo realizada biópsia de pele e punção liquórica com pesquisa direta positiva para criptococo, confirmando a hipótese diagnóstica. O paciente foi tratado com anfotericina B com melhora evolutiva, sendo prescrito fluconazol para manutenção do tratamento, até melhora da imunossupressão e reiniciado antirretrovirais.

Resultados

Relato de caso.

Conclusões/Considerações finais

A criptococose é uma doença multissistêmica, prevalente em indivíduos portadores de HIV e a meningoencefalite é uma forma comum de apresentação nestes pacientes. Em cerca de 10% dos casos ocorrem lesões de pele, em geral com apresentação pleomórfica, que sinalizam infecção disseminada. Logo, é de suma importância seu reconhecimento em pacientes suscetíveis a fim de um rápido diagnóstico, permitindo tratamento precoce e melhor prognóstico.

Palavras Chaves

Criptococose; Imunodepressão; HIV; Lesão cutânea-mucosa.

Área

Clínica Médica

Instituições

HOSPITAL CENTRAL DA POLÍCIA MILITAR - Rio de Janeiro - Brasil

Autores

JULIANA MORAL RIGO, SARA GUIMARÃES FIGUEIREDO, JULIANA MILWARD DE AZEVEDO SPINELLI BORCHERT, LETÍCIA LIMA MARTINS, ANA GLAUCIA KERBER

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