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Dados do Trabalho


Título

Avaliação do desfecho combinado de morte por todas as causas e eventos embólicos após a suspensão do anticoagulante oral durante a internação hospitalar em pacientes com Fibrilação Atrial

Fundamentação/Introdução

Introdução: Pacientes com fibrilação atrial (FA) apresentam maior predisposição a fenômenos tromboembólicos (FTE), que geralmente estão relacionados com elevada morbimorbimortalidade. A anticoagulação é um dos pilares do tratamento de FA. Porém, durante a internação hospitalar, pacientes com FA podem ter a terapia antitrombótica suspensa e maior exposição ao risco de FTE.

Objetivos

Objetivo: Avaliar o impacto da suspensão da terapia anticoagulante (ACO) no desfecho combinado de morte por todas as causas e eventos tromboembólicos (tromboembolismo pulmonar (TEP), acidente vascular encefálico isquêmico não fatal (AVEi) e trombose venosa profunda (TEV) em pacientes internados com diagnóstico de FA no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Delineamento/Métodos

Métodos: Estudo de coorte retrospectivo, realizado através da avaliação da base de dados do “Registro sobre o uso de anticoagulantes orais no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo”. Foram selecionados para este estudo 55 registros de pacientes internados com diagnóstico de FA. A diferença das médias foi avaliada através do teste de qui-quadrado e foi adotado como índice descritivo a significância de p<0,05.

Resultados

Resultados: Na admissão, 35% dos pacientes com FA não recebiam ACO, apesar elevado escore de CHA2DS2-VASC. O “end point” primário de morte por todas as causas e FTE ocorreu em 20% dos pacientes admitidos com diagnóstico de FA independente da suspensão do ACO. A morte por todas as causas foi o evento mais incidente (46%) seguido de AVCi 27%, TVP 18% e TEP 9 %. Quando a terapia anticoagulante foi suspensa, O “end point” primário ocorreu em 26% dos indivíduos e em 15,4% daqueles que tiveram a terapia ACO mantida durante a internação hospitalar, com aumento do risco relativo de 69% com IC 95%. Apesar do importante aumento da incidência de eventos não houve correção estatística entre a suspensão da terapia ACO e o aumento da incidência de eventos combinados (qui-quadrado:0,55 GL:01, p=0,46). Não havia diferença entre a média de CHA2DS2-VASC entre os indivíduos que suspenderam e aqueles que não suspenderam a ACO durante a internação hospitalar (média 4,5, DP 0,55 e 4,0, DP 1,42 com p=0,23, respectivamente).

Conclusões/Considerações finais

Conclusão: A suspensão do ACO acarretou aumento não significativo de 69% do risco de desenvolvimento de eventos combinados de morte por todas as causas e eventos tromboembólicos. Estudo com maior amostra possivelmente poderá demonstrar diferença estatisticamente significativa, visto o importante aumento de risco relativo.

Palavras Chaves

Área

Clínica Médica

Autores

Fernanda Laraia da Rocha Lobo, Ruana Sousa Girardi, Rodrigo Noronha Campos , Stéphane Tomaz da Luz, Rafaela Mondini de Oliveira

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