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Dados do Trabalho


Título

Febre Amarela: Uma análise de surto na cidade de Teófilo Otoni - MG e Microrregião

Fundamentação/Introdução

No período de dezembro de 2016 a maio de 2017, o Brasil tornou-se foco de preocupação devido ao surto de Febre Amarela registrado em regiões extra-amazônicas. A região mais afetada foi a Sudeste, sendo Minas Gerais o estado com maior número de notificações e óbitos. Nesse cenário, Teófilo Otoni e sua microrregião ganharam destaque pelo grande número de casos e óbitos confirmados, cerca de 35% das mortes registradas no período, bem como pelas características clínicas e evolutivas do quadro.

Objetivos

A análise dos casos evoluídos a óbito no surto em questão, assim como sua caracterização clínica e epidemiológica.

Delineamento/Métodos

Trata-se de um estudo de surto quantitativo, observacional e retrospectivo realizado com base em dados colhidos de prontuários hospitalares, informações do Núcleo de Epidemiologia da Superintendência Regional de Saúde de Teófilo Otoni e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

Resultados

Dentre os 792 casos confirmados de Febre Amarela no Brasil, 198 foram registrados em Teófilo Otoni e microrregião, correspondendo a 25% da referência nacional. Em relação aos óbitos confirmados, o número contabilizado no país foi 274, enquanto na região do estudo foi 97, o que corresponde a 35,4% dos óbitos nacionais. Dos 198 casos confirmados em Teófilo Otoni, 97 evoluíram a óbito (48,99%). Destes, 87,63% eram homens e 12,37% mulheres, com idade média de 47,26 anos (1 indivíduo com idade desconhecida). A população atingida tem a zona rural como provável local de infecção. Quanto ao tempo de internação ao óbito, a média foi 3,28 dias, moda 1 dia e desvio padrão 3,96 (desconsiderados 4 pacientes não internados).

Conclusões/Considerações finais

O surto que acometeu Teófilo Otoni e microrregião, durante o período analisado, registrou grande percentual de casos e óbitos em relação aos totais registrados no país. O provável local de infecção foi descrito como sendo a zona rural, podendo o surto ser classificado como silvestre, cujo ciclo envolve os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes e os primatas não humanos como principais hospedeiros. Diante do exposto, o surto em questão apresentou características evolutivas graves e um número de casos e óbitos confirmados incomuns a uma zona não endêmica. O estudo, portanto, evidencia a importância do desenvolvimento de futuras políticas públicas que possam prevenir eventos em saúde de tal gravidade, bem como o desenvolvimento de novas pesquisas na área.

Palavras Chaves

Febre amarela, surto, infecção, silvestre

Área

Clínica Médica

Instituições

UFVJM - Minas Gerais - Brasil

Autores

Iasmim Portela Maifrede, Ana Clara de Castro Reis, Luisa Victoria Lustosa Soares, Iandra Silva Almeida, Érika Aparecida Oliveira Vieira, Elizabete Aparecida Dias

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