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Dados do Trabalho


Título

Colite fulminante por doença inflamatória intestinal agravada por infecção viral: Relato de caso

Fundamentação/Introdução

Pacientes com doença inflamatória intestinal (DII) intensa ou refratários ao imunossupressor devem ser investigados quanto a infecção pelo citomegalovirus (CMV), pois essa condição simula o quadro clínico de atividade da DII.

Objetivos

Discutir a importância do diagnóstico diferencial, devido as diferentes abordagens.

Delineamento/Métodos

J.B.S.J, masculino, 31 anos, natural de Fortaleza, paraplégico há 06 anos pós ferimento por arma de fogo. Em fevereiro de 2017, foi internado em outro serviço com quadro de diarreia aquosa de grande volume, em média 8 episódios por dia, sem muco ou sangue, associado a vômitos pós-prandiais, náuseas e febre.
Durante o internamento, evoluiu com melena, hematoquezia e febre, sendo feito antibioticoterapia e antiparasitários sem melhora clínica. Realizou endoscopia (EDA) que evidenciou úlcera erosiva severa em duodeno, retossigmoidoscopia que mostrou retossigmoidite grave com mucosa bastante friável e com biópsia compatível com colite indeterminada. Sorologias para HIV e CMV não reagentes. Durante a investigação Tomografia de pulmão evidenciou padrão de árvore em brotamento, com Lavado Broncoalveolar e cultura pra Bacilo de Koch negativos.
Diante dos achados, iniciou-se terapia com mesalazina, corticoterapia (hidrocortisona 300 mg/dia) e esquema empírico para H.pylori.
Após 34 dias do início do quadro sem melhora, paciente foi transferido para esse serviço. Já nesse serviço, devido à persistência do quadro foi decidido inicio de imunobiológico (infliximabe), quando apresentou resposta transitória, com redução da frequência, porém após o quarto dia evoluiu novamente com enterorragia importante, com queda de 2 mg/dL de hemoglobina.

Resultados

Decidido pela abordagem cirúrgica, com colectomia total. No pós operatório imediato foi liberado resultado de pesquisa para CMV (pp65) positiva, sendo iniciado Ganciclovir por 21 dias com exame de controle mostrando-se indetectável.
Paciente apresentou melhora clínica importante, estando assintomático até retorno ambulatorial após 2 meses da alta.

Conclusões/Considerações finais

A infecção por CMV é uma associação incomum em paciente com DII e deve ser lembrada para guiar terapêutica apropriada e prevenir colectomia.

Palavras Chaves

Retocolite ulcerativa citomegalovirose colite fulminante cmv

Área

Clínica Médica

Instituições

Hospital Geral Dr. Cesar Cals - Piaui - Brasil

Autores

Isabelle Oliveira Parahyba, Francisco Emídio Reinaldo júnior, Paulo Reges Oliveira Lima, Fernanda Rêgo Militão, Camila Sâmea Monteiro Bezerra

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