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Dados do Trabalho


Título

DISSECÇÃO AGUDA DE AORTA ASCENDENTE: RELATO DE CASO

Fundamentação/Introdução

A dissecção aguda de aorta (DAA) é uma emergência cardiovascular incomum, mas com elevada morbimortalidade (JUNIOR et. al., 2012). O sexo masculino é mais acometido na proporção 5:1, com pico de incidência entre 50 e 55 anos (OVANDO et. al.,2011). O diagnóstico e o tratamento precoce são essenciais para melhor prognóstico.

Objetivos

Apresentar um caso, cujo paciente não apresentava fatores de risco para dissecção aguda de aorta.

Delineamento/Métodos

Paciente masculino, 42 anos, professor, atleta, deu entrada em Pronto atendimento na madrugada do dia 01/03/2017, com queixa de dor torácica, desconforto mandibular e sudorese profusa. Ao exame: Sudorético, pulsos simétricos, RCR2T, PA: 140x100mmHg, FC: 60bpm, MVF s/RA, eupneico, SO2 99%. ECG sem alterações significativas.
Encaminhado ao CTI, solicitadas enzimas cardíacas, com elevação discreta de troponina. ECO mostrou dissecção aórtica tipo A; regurgitação leve valvar aórtica; função ventricular preservada. Prosseguiu-se com realização de Angiotomografia de tórax e abdome, com os seguintes achados: flap de dissecção aórtica torácica ascendente tipo A de Stanford, estendendo até terço médio do arco aórtico; dilatação da aorta torácica proximal com diâmetro de 7cm; e derrame pericárdico de pequeno volume.

Resultados

Decidiu-se por intervenção cirúrgica de emergência para correção de aneurisma de aorta ascendente, com implante de endopróteses em aorta e tronco braquioencefálico. Evoluiu bem e no dia 08/03/2017 recebeu alta hospitalar.

Conclusões/Considerações finais

Algumas doenças predispõem ao aparecimento da dissecção: HAS, valva aórtica bicúspide, estenose valvar aórtica, coarctação da aorta, síndromes de Marfan, Turner, entre outras. No caso relatado, porém, não foram encontrados fatores de risco associados. A sintomatologia inicial é consequente da ruptura da íntima e dissecção do hematoma, sendo que a maioria dos pacientes apresenta dor intensa, de início súbito, descrita como sensação de rasgamento com caráter migratório. Geralmente é acompanhada de sintomas de atividade simpática como sudorese e dispneia. Nas dissecções proximais, a dor começa no precórdio, irradia para pescoço, braços, mandíbula, migrando para as costas, região lombar ou membros inferiores, sendo um importante diagnóstico diferencial de infarto. Apesar de ser uma doença infrequente quando comparada à síndrome coronariana aguda, a DAA se mantém como uma condição de alta morbimortalidade que necessita de intervenção precoce diante de situações de instalação clínica aguda.

Palavras Chaves

Dissecção, Aneurisma Dissecante, Aorta.

Área

Clínica Médica

Autores

Rafaela Diniz Perpétuo, Karina Nascimento Rezende, Thalles Oliveira Gomes, Daladié Rodrigues Parreira, Jennifer Caravelli Ventura Perdigão

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