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Dados do Trabalho


Título

Colangite Esclerosante Primária em paciente portador de Colite Ulcerativa - Um relato de caso

Fundamentação/Introdução

A CEP é uma doença hepática colestática crônica que resulta em estenoses dos ductos biliares intra e extra-hepáticos.

Objetivos

Este trabalho ilustra o relato de um caso clínico de CEP cuja apresentação é fiel à literatura em associação com colite ulcerativa.

Delineamento/Métodos

JAMF, 80, masculino, procedente de Estrela do Norte (SP), deu entrada no pronto-socorro do hospital regional de uma cidade no Oeste Paulista, com quadro pruriginoso, febre de 39,9º C e perda ponderal de 10 Kg em 6 meses. Ex-tabagista, fazia uso de Mesalazina 800 mg para tratamento de colite ulcerativa. Apresentava-se em regular estado geral, emagrecido e ictérico. Ao exame abdominal, apresentava fígado de consistência endurecida palpável à 5 cm do rebordo costal. Foi internado com hipótese diagnóstica (HD) de febre de origem indeterminada. Prosseguindo sob investigação, foi requisitado ecografia de abdômen revelando sinais de hepatopatia crônica e esplenomegalia. Admitido na enfermaria da Clínica Médica, febril e ictérico, progredindo a perda ponderal. A tomografia de abdômen evidenciou esplenomegalia homogênea e sinais de hepatopatia crônica sendo postulado a hipótese de Colangite Esclerosante Primária (CEP). Foi deliberado discutir o caso junto à equipe de Radiologia para avaliação da HD e requisitado ecocardiograma na suspeita de endocardite, que demonstrou ausência de vegetações. Após discussão com a Radiologia foi descartada a HD de hepatocarcinoma, devido à ausência de lesão expansiva. Definiu-se pela Colangioressonância para avaliação das vias biliares. A ressonância magnética de vias biliares evidenciou pontos focais de estreitamento em vias biliares intra e extrahepáticas não se caracterizando fatores obstrutivos intrínsecos e extrínsecos, não havendo dilatação das vias biliares intra e extrahepáticas. Pelos achados descritos serem compatíveis com a suspeita de CEP o caso foi novamente debatido junto à Radiologia. O paciente prosseguiu com considerável melhora, realizando-se biópsia hepática. Sugeriu que os achados da biópsia eram compatíveis com colangite aguda, porém frente ao quadro clínico e imaginológico do paciente, a colangiorresonância foi definitiva para fechar o diagnóstico, desconsiderando-se o achado da biópsia.

Resultados

Foi ponderado a introdução do Ácido Ursodesoxicólico 300 mg. Recebeu alta, com retorno ambulatorial para avaliação ativa na busca de câncer colorretal e vias biliares.

Conclusões/Considerações finais

Pacientes com CEP e colite ulcerativa possuem alto risco de neoplasia colorretal, com sobrevida média de 10 anos.

Palavras Chaves

Colangite esclerosante, Colite ulcerativa, Colangiocarcinoma

Área

Clínica Médica

Instituições

Universidade do Oeste Paulsita - Sao Paulo - Brasil

Autores

Henrique Victor Ruani, Mariana Rosso Franco, Fernando Spinosa Sesti

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