14º Congresso Brasileiro de Clínica Médica e 4º Congresso Internacional de Medicina de Urgência de Emergência

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MINASCENTRO - Belo Horizonte /MG | 04 a 06 de Outubro de 2017

Dados do Trabalho


Título

Síndrome de Mirizzi: relato de caso

Fundamentação/Introdução

A Síndrome de Mirizzi consiste em uma complicação rara da impactação de um cálculo no ducto cístico ou no infundíbulo vesicular, levando à obstrução do ducto hepático comum ou do colédoco, resultando em posterior inflamação, com ou sem fistulização. Acomete principalmente o sexo feminino e indivíduos de idade avançada. Cursa, na maioria dos casos, com icterícia obstrutiva (contínua ou intermitente), dor em hipocôndrio direito (HD), colúria, náuseas, vômitos e febre. De acordo com o grau de acometimento da via biliar, pode-se agrupar em cinco grupos distintos, segundo a nova classificação da Síndrome de Mirizzi.

Objetivos

Relatar o caso de uma paciente com quadro inicial de colecistite, com evolução para Síndrome de Mirizzi e compreender a importância dos achados clínicos e imaginológicos para um correto diagnóstico.

Delineamento/Métodos

Paciente foi admitida no Hospital Geral Público de Palmas (HGPP), encaminhada pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com dor em HD com irradiação para fossa ilíaca direita (FID), associada a ingestão alimentar, especialmente alimentos gordurosos. Alega náuseas e vômitos em grande quantidade, de cor amarelada e odor característico. Nega colúria. Ao exame físico, paciente apresentava-se com fáceis de dor, desidratada (uma cruz em quatro), hipocorada (uma cruz em quatro), afebril e anictérica. Além disso, a paciente dor a descompressão brusca (Blumberg positivo) em HD.

Resultados

Foi realizada uma ultrassonografia, constatando espessamento de parede da vesícula biliar, hipoecogenicidade e presença de cálculos, caracterizando colecistite litiásica. Uma primeira colecistectomia foi realizada. As vias biliares apresentavam-se com infecção e com aderência da vesícula ao fígado, evoluindo com drenagem de líquido bilioso em dreno tubular em HD. O grau de acometimento do ducto colécodo obteve Grau IV, na escala Scendes, para a Síndrome de Mirizzi apresentada pela paciente.
Assim que a paciente obteve uma boa recuperação pós-operatória, foi feito uma reabordagem para realização de derivação biliodigestiva em Y de Roux. Paciente evoluiu bem após tais procedimentos.

Conclusões/Considerações finais

Por ser condição incomum na clínica cirúrgica e pelas possíveis complicações no seu manuseio, a Síndrome de Mirizzi, mesmo rara e de difícil detecção, tem no seu diagnóstico precoce a melhor forma de proporcionar um bom prognóstico para o paciente.

Palavras Chaves

Síndrome de Mirizzi, Mirizzi Syndrome, colecistite.

Área

Clínica Médica

Autores

Tarciso Liberte Romão Borges Junior, Martinez Rodrigues Lima Neto, Rafaela Camozzi Miguel, Rafael Almeida Machado, Renan Miranda Santana