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Dados do Trabalho


Título

DISSECÇÃO CRÔNICA DE ANEURISMA DE AORTA TORACOABDOMINAL EM USUÁRIA DE COCAÍNA: RELATO DE CASO

Fundamentação/Introdução

Os efeitos da cocaína no sistema cardiovascular são desencadeados pela estimulação adrenérgica, que através do aumento da frequência cardíaca (FC) e pressão arterial (PA), geram maior demanda de oxigênio pelo miocárdio.
O aumento pressórico, associado ao uso da substância, pode ocasionar dissecção aórtica1, uma das doenças de maior mortalidade (cerca de 50% em 48 horas e de 60 a 90% em uma semana se não tratada adequadamente).

Objetivos

Descrever o caso de uma paciente usuária de cocaína de longa data que evoluiu com aneurisma dissecante de aorta toracoabdominal crônico.

Delineamento/Métodos

Relato desenvolvido por investigação clinica e revisão literária.

Resultados

T. C. R., 38 anos, admitida por dispneia de início há dois anos, tornando-se incapacitante, associado à ortopneia e à dor torácica de moderada intensidade. Negava febre ou tosse. Ao exame, taquidispnéica e murmúrio vesicular abolido em hemitórax esquerdo. Radiografia torácica com opacidade homogênea em 2/3 inferiores de hemitórax esquerdo com alargamento de mediastino sugestivo de derrame pleural volumoso. À drenagem, identificado hemotórax.
Paciente hipertensa há 10 anos, usuária de cocaína desde os 14 anos, referindo cessação do uso há cinco meses, e ex-tabagista.
Angiotomografia de abdome e pelve: dilatação de aorta torácica e abdominal com trombo mural e sinais de dissecção a partir do arco da aorta, posteriormente à artéria subclávia esquerda com extensão até femoral esquerda (DeBakey tipo III e Stanford tipo B).
Ecocardiograma transtorácico: insuficiência aórtica e mitral leves. Ecocardiograma transesofágico: hipertrofia ventricular concêntrica; aneurisma de aorta ascendente medindo 7 cm a 25 cm dos dentes incisivos, onde há placa ateromatosa até aorta descendente e falsa luz trombosada; não foi visualizado orifício de saída.
Paciente evoluiu sem sinais álgicos e com bom controle pressórico e de FC, apesar de diferença de, em média, 10 a 20 mmHg de PA sistólica entre os membros ao exame físico. Transferida para outro hospital para tratamento definitivo, onde ainda não realizou procedimento cirúrgico até a publicação deste trabalho.

Conclusões/Considerações finais

Apesar dos grandes avanços nos métodos diagnósticos e no tratamento, as doenças da aorta são importante causa de morbimortalidade. O uso de cocaína deve ser investigado em pacientes jovens com doenças cardiovasculares. A sua presença pode influenciar no diagnóstico e na terapêutica por ser um fator de risco modificável.

Palavras Chaves

Dissecção de aorta; Cocaína

Área

Clínica Médica

Instituições

Hospital Municipal Miguel Couto - Rio de Janeiro - Brasil

Autores

Letícia Pádua Lauande, Adriana Mororó Osório de Castro, Amanda Saavedra Calé da Costa, Luisa de Oliveira Chimeli, Larissa Peixoto Rangel Rodrigues

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