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Dados do Trabalho


Título

AVALIAÇÃO DE ARRITMIAS PELO USO CRÔNICO DE BISFOSFONATOS NO TRATAMENTO DE OSTEOPOROSE

Fundamentação/Introdução

Introdução: A osteoporose é uma doença sistêmica progressiva caracterizada por diminuição da massa óssea e desorganização da microarquitetura do osso. Uma das alternativas terapêuticas farmacológicas é o uso de bifosfonatos, substância com grande afinidade pelo tecido ósseo que induz a apoptose dos osteoclastos, inibindo seu efeito reabsortivo. Embora os bisfosfonatos sejam medicamento de primeira escolha para tratamento de osteoporose primária, estudos recentes mostraram relação dessa medicação com arritmias cardíacas. Dentre eles, o HORIZON-PFT mostrou relação de bisfosfonatos com fibrilação atrial, concluindo haver a necessidade de mais estudos sobre o tema.

Objetivos

Objetivos: Determinar a prevalência de arritmias em pacientes que fazem uso contínuo de bisfosfonatos por tempo maior ou igual a cinco anos.

Delineamento/Métodos

Delineamento: Estudo observacional, analítico, transversal, de caráter comparativo, realizado com pacientes que buscam medicação na farmácia em um centro de especialidades médicas, localizado no bairro Siqueira Campos (Aracaju-SE). A amostra foi composta por dois grupos de 20 pacientes cada, que apresentam osteoporose primária diagnosticada por densitometria óssea: um que faz uso de bisfosfonato há pelo menos cinco anos; e outro que usa a medicação por tempo inferior a 5 anos. Os pacientes foram contactados por telefone e a ambos os grupos foi solicitado eletrocardiograma para comprovar se há ou não presença de arritmias.

Resultados

Resultados: A arritmia foi encontrada em 12,5% dos pacientes, quatro no grupo de uso não crônico da medicação e uma no grupo crônico. Percebeu-se que todos os pacientes que apresentaram arritmia têm mais de 60 anos e, em sua maioria, têm sobrepeso. O alendronato foi o bisfosfonato mais prevalente, sendo usado por 33 pacientes. Entre os pacientes com arritmias, 4 usavam o alendronato e 1 usava ácido zoledrônico. Dez e 12,5% da população é etilista e tabagista, respectivamente, porém nenhum deles apresentou arritmia. Dois pacientes com arritmia tinham hipertensão arterial, comorbidade prevalente em 57,5% da população. O diabetes foi menos prevalente e não é presente em pacientes com arritmia.

Conclusões/Considerações finais

Conclusões: Foi achado tipo de arritmia não correspondente às descritas em outros trabalhos, não sendo possível associar, nesta pesquisa, o uso do bisfofonato ao tipo de arritmia encontrada, assim como sua correlação com o uso crônico desta medicação. São necessários mais estudos sobre o tema.

Palavras Chaves

PALAVRAS-CHAVE: osteoporose, bisfosfonatos, arritmias cardíacas.

Área

Clínica Médica

Instituições

Universidade Tiradentes - Sergipe - Brasil

Autores

Beatriz Soares Marques de Souza, Denison Santos Silva, Milena Santos Bomfim, Airton Salviano de Sousa Júnior, Louise Nader Santos Silva

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