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Dados do Trabalho


Título

Espondilodiscite Torácica Evoluindo Rapidamente com Paraplegia

Fundamentação/Introdução

Espondilodiscite caracteriza-se por infecção que afeta os discos e corpos vertebrais adjacentes. A incidência varia de 0,5-2,5:100.000 habitantes/ano. Apresenta maior prevalência no sexo masculino, na proporção de 3:14, com pico bimodal de incidência: até os 20 e após 50 anos. O principal patógeno responsável é o Staphylococcus aureus. As formas de disseminação são: hematogênica, contiguidade ou inoculação direta. O sítio de infecção mais comum é a coluna lombar, levando a rápida destruição do disco vertebral, lesão óssea e nervosa, a partir da compressão medular e vasculite induzida pelo abcesso. A sintomatologia apresenta-se com dor à palpação e lombalgia, evoluindo para osteopenia e déficit neurológico. Os principais fatores de risco são diabetes mellitus, infecção do trato urinário e respiratório. O padrão-ouro para diagnóstico é a ressonância magnética. O tratamento é realizado através de antibioticoterapia e estabilização cirúrgica da coluna vertebral.

Objetivos

Descrever um caso de espondilodiscite evoluindo rapidamente com paraplegia irreversível a nível torácico.

Delineamento/Métodos

L.S., feminina, 45 anos, interna por quadro de paraplegia após queda de mesmo nível há 15 dias. Antecedentes: hipertensa, diabética insulino-dependente, transtorno psiquiátrico desde os 17 anos, usuária de drogas e internamento hospitalar recente por cetoacidose. Exame físico: confusa, hipocorada 2+/4, dentição precária, sopro sistólico 2+/6+ em foco aórtico, murmúrio vesicular reduzido em base pulmonar direita e paraplegia flácida com nível sensitivo na altura de T10. Tomografia de tórax evidenciou sinais de empiema pleural a direita e lesões nodulares no lobo superior esquerdo. Tomografia de coluna torácica demonstrou sinais de espondilodiscite em T10 e T11.

Resultados

Iniciado tratamento com oxacilina associada a gentamicina e drenagem do empiema. Hemocultura e análise do empiema pleural evidenciaram crescimento de Staphylococcus aureus. Optado por não abordar cirurgicamente devido ao tempo de evolução da doença, Paciente evoluiu com resolução do quadro infeccioso após antibioticoterapia e estabilidade clínica, porém manteve sequela neurológica de paraplegia.

Conclusões/Considerações finais

Espondilodiscite é uma afecção rara associada a grande morbidade. Conhecer a doença, principais fatores de risco e considerá-la no diagnóstico diferencial de plegias é essencial para o diagnóstico precoce, tratamento e melhora do prognóstico.

Palavras Chaves

espondilodiscite; paraplegia; Staphylococcus aureus

Área

Clínica Médica

Autores

Gustavo Correa de Almeida Teixeira, Laura Boletta Marques, Caroline Garcia Lira, Rosane Carolina Paes Lira, Fernanda El Ghoz Leme Ahumada

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