14º Congresso Brasileiro de Clínica Médica e 4º Congresso Internacional de Medicina de Urgência de Emergência

14º Congresso Brasileiro de Clínica Médica e 4º Congresso Internacional de Medicina de Urgência de Emergência

MINASCENTRO - Belo Horizonte /MG | 04 a 06 de Outubro de 2017

Dados do Trabalho


Título

Perfil epidemiológico e preditores de mortalidade de pacientes idosos admitidos na unidade de terapia intensiva

Fundamentação/Introdução

O envelhecimento populacional resulta em maior demanda por leitos na Unidade de Terapia Intensiva. Diversos estudos mostram que pacientes idosos têm maior mortalidade na UTI. No entanto, a idade contribui pouco com esta associação. O fator determinante para a maior mortalidade é a gravidade da doença apresentada pelo paciente. Além da gravidade da doença, são considerados principais fatores de risco a funcionalidade, a cognição e a morbidade.

Objetivos

Descrever dados epidemiológicos e principais desfechos de pacientes idosos admitidos na unidade de terapia intensiva de um hospital geral

Delineamento/Métodos

Estudo observacional retrospectivo que incluiu todos pacientes idosos admitidos na UTI do Hospital Nossa Senhora do Patrocínio no período de Janeiro de 2017 a Abril de 2017. Foram avaliados idade, gênero, local de residência, motivo da internação, APACHE II, dependência para mobilidade prévia à internação na UTI, uso de aminas vasoativas, necessidade de ventilação mecânica invasiva, tempo de ventilação mecânica, úlcera de pressão no momento da admissão e alta da UTI, tempo de internação e mortalidade na UTI.

Resultados

Foram incluídos 50 pacientes com APACHE II de 31,6±10,6 e idade de 77,4±10,9 anos. Sendo que, 45 apresentavam idade superior a 70 anos (90%), e (37,5%) dos quais tinham idade acima de 80 anos. Os principais motivos de internação foram a doenças respiratórias (60%), fratura de fêmur (2%), doenças cerebrovasculares (5%) e doenças cardiovasculares (30%). Nessa amostra, a mortalidade foi de 60% (N=30). Os pacientes não sobreviventes apresentaram maiores APACHE II (36,5±10,8 versus 28,1±9,4, p=0,00), tempo de internação na UTI acima de 03 semanas (45,2%), dependência funcional para mobilidade (48,8%), necessidade de aminas vasoativas (71,4%) e uso de ventilação mecânica invasiva (69,5%).

Conclusões/Considerações finais

A população de idosos (acima de 65 anos) e muito idosos (acima de 80 anos) constituíram a maior proporção dos pacientes admitidos. A mortalidade foi elevada e esteve associada ao grau de severidade da doença aguda e ao estado funcional prévio do paciente à admissão. A eficiência e a rapidez do atendimento dentro da terapia intensiva aumentam as chances de alta e aperfeiçoam a terapêutica para o idoso preservando sua capacidade funcional e qualidade de vida.

Palavras Chaves

Idosos; terapia intensiva; mortalidade

Área

Clínica Médica

Instituições

SANTA CASA NOSSA SENHORA DO PATROCINIO - Minas Gerais - Brasil

Autores

Elaine Aparecida Melo, Ana Caroline Mendonça Cardoso, Wallace Pereira, Leila Souza Fraga, José Arimateia Neves