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Dados do Trabalho


Título

Fatores precipitantes da descompensação de insuficiência cardíaca em hospital privado de referência no estado de Sergipe

Fundamentação/Introdução

A insuficiência cardíaca descompensada (ICD) é uma das principais causas de internação no mundo, sendo uma condição onerosa, debilitante e mortal que atingiu proporções epidêmicas. A literatura é rica ao demonstrar a etiologia de IC em pacientes compensados. No entanto há poucos estudos relatando fatores precipitantes na descompensação de IC, o que dificulta a elaboração de políticas de prevenção, controle e manejo da ICD.

Objetivos

Avaliar os fatores precipitantes na descompensação de IC em população hospitalizada em serviço privado de referência na região Nordeste do Brasil.

Delineamento/Métodos

Realizou-se estudo transversal, no período de junho de 2014 a julho de 2015, o qual analisou todos os pacientes admitidos com quadro de IC descompensada em hospital privado de referência em Sergipe. O diagnóstico de IC foi definido de acordo com os critérios de Boston. Foram excluÍdos da amostra, pacientes submetidos a revascularização miocárdica no mês anterior à admissão. Através de entrevista, bem como avaliação de prontuário foram avaliadas as características clínicas (idade, sexo, e classe funcional durante a admissão), bem como os fatores que precipitaram a descompensação destes pacientes. Em todos os pacientes, foi avaliada a aderência terapêutica e quando esta não estava presente, mesmo informando outro fator de descompensação, foram registrados como má adesão ao tratamento.

Resultados

No período estudado, deram entrada 107 pacientes com ICD. Destes, três pacientes foram excluídos por revascularização miocárdica recente. Desta forma, a amostra do presente estudo incluiu 104 pacientes. A média de idade foi 69 ± 13 anos, variando de 51 a 92 anos, sendo 54,8% do sexo feminino. Na admissão, 97,05% dos pacientes estavam em classe funcional III-IV. Neste estudo, o mais frequente fator precipitante de descompensação foi Hipertensão arterial sistêmica (HAS) em 46,15% dos pacientes, seguidos de infecções em 24,03%, síndrome coronariana aguda em 10,57%, não adesão ao tratamento em 6,7%, anemias em 5,76%, arritmias em 3,84%, e progressão de doença renal em 2,88%.

Conclusões/Considerações finais

A HAS descontrolada, uma condição clínica prevenível, foi o principal fator precipitante de descompensação de IC nesta população. Como este fator é controlável, uma melhor gestão pública no manejo da HAS e um acompanhamento mais criterioso na conscientização do paciente ao tratamento podem reduzir internações por ICD.

Palavras Chaves

Área

Clínica Médica

Autores

Marília Da Rocha Almeida, Gabriella Lucio Calazans Duarte, Ana Clara De Souza Mastella, Carlos Aurelio Dos Santos Aragão, Tania Maria De Andrade Rodrigues

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