Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

ACIDENTES OFÍDICOS EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA DO ESTADO DO TOCANTINS: UMA COMPARAÇÃO DA CONDUTA COM A LITERATURA

Fundamentação/Introdução

Os acidentes ofídicos têm importância médica em virtude de sua grande frequência e gravidade. A indicação do número de ampolas de soros antiveneno para tratamento varia de acordo com a gravidade do caso, sendo preconizado soro antibotrópico, soro anticrotálico ou soro antibotropicocrotálico, dependendo da espécie da serpente.

Objetivos

Analisar a conduta empregada nos acidentes ofídicos em um hospital de referência do estado do Tocantins, comparando com o manual do Ministério da Saúde (MS).

Delineamento/Métodos

Trata-se de um estudo clínico-epidemiológico, observacional, transversal, retrospectivo, realizado por meio de consulta aos prontuários dos pacientes vitimas de acidente ofídico atendidos no hospital de referência de Araguaína-TO, dentro do período de janeiro de 2013 a julho de 2016. Dados sobre a classificação dos acidentes, tipo e quantidade de soro foram correlacionados e avaliados quanto à conduta, considerada inadequada quando o número de ampolas não foi compatível com o tratamento sugerido pelo MS.

Resultados

Foram identificados 335 casos de acidentes botrópicos (295 casos) e crotálicos (40 casos) no período pesquisado. A maioria das vítimas foi do sexo masculino (79,4%) e a faixa etária mais acometida foi de 30 a 39 anos (15,8%), com média de idade de 36,9. A soroterapia foi utilizada em 291 (86,9%) casos. Quanto à inadequada utilização dos soros antivenenos, foram identificados, nos acidentes botrópicos, 19(22%) casos na classificação leve (indicado 2-4 ampolas), 45(24%) casos na classificação moderada (indicado 4-8 ampolas) e 3(0,6%) casos nos acidentes graves (indicado 12 ampolas), resultando numa taxa de 22,7% de prescrição incorreta da quantidade de soro de antiveneno. Já nos acidentes crotálicos, 35% dos soros de foram prescritos em quantidades não recomendadas, 2(66%) casos nos acidentes leves (indicado 5 ampolas), 12(52%) casos nos moderados (indicado 10 ampolas) e 2(14%) casos nos graves (indicado 20 ampolas). No total, em 24% dos casos a soroterapia foi utilizada de forma inadequada, sendo 20,7% de doses mais altas do que as preconizadas pelo MS.

Conclusões/Considerações finais

Observou-se uma taxa considerável de tratamento inadequado, sendo que, na maioria desses, o número de ampolas foi prescrito acima do recomendado. Ressalta-se que o conhecimento da equipe de saúde em relação a conduta nos acidentes ofídicos é imprescindível para evitar o desperdício de medicamento, que pode causar prejuízos para o paciente, além de onerar o sistema de saúde.

Palavras Chaves

Acidente ofídico; tratamento.

Área

Clínica Médica

Instituições

Autores

Amanda Sakaguthi Figueiredo, Juliana Lima Costa, Igor Henrique Coelho Fonseca, Rhíllary Santana Sá, Tamires Lopes Oliveira


Fechar

Promoção

SBCM

Realização

SBCM MG
ABRAMURGEM

Patrocínio Ouro

UNIFENAS

Patrocínio Prata

Unimed - BH

Patrocínio Bronze

CUREM
SENIOR VILLAGE

Apoio

IPSEMG
TAKEDA

Agência de Turismo

Belvitur

Organização

Attitude Promo

Agência Web

Sistema de Gerenciamento desenvolvido por Inteligência Web

14º Congresso Brasileiro de Clínica Médica e 4º Congresso Internacional de Medicina de Urgência de Emergência

MINASCENTRO - Belo Horizonte/MG | 04 a 06 de Outubro de 2017