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Dados do Trabalho


Título

Coexistência de Leucemia/Linfoma de células T do adulto e Paraparesia Espástica Tropical associadas ao vírus HTLV-1: Relato de Caso

Fundamentação/Introdução

O Human T cell Lymphotropic virus (HTLV) é um RNA-vírus com tropismo por linfócitos T descoberto nos anos 80. Atualmente acomete cerca de 20 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo Brasil o país com maior número absoluto de casos (2,5 milhões). Somente 5% dos indivíduos infectados desenvolverá alguma doença relacionada ao vírus, enquanto a grande maioria continuará assintomática, porém capaz de transmiti-lo pelas vias sexual, parenteral e vertical. O desenvolvimento das variadas doenças relacionadas ao HTLV como leucemia/linfoma de células T (ATL), mielopatias, uveítes, dentre outras, dependerá da interação entre vírus, carga proviral, hospedeiro e ambiente. As manifestações neurológicas, no entanto, possuem patogenia distinta quando comparadas à ATL, ocorrendo isoladamente em 2-5% dos infectados, sendo a coexistência de ambas ainda mais rara.

Objetivos

Relatar um caso de ATL em associação a paraparesia espástica tropical de membros inferiores em paciente portadora do vírus HTLV-1. Utilizar do caso para discutir os principais tópicos a respeito de HTLV-1 e doenças associadas

Delineamento/Métodos

Neste relato, apresentamos o caso de paciente que evoluiu com ambas as complicações: trata-se de mulher, 49 anos, solteira, branca, empregada doméstica, diagnosticada com infecção por HTLV-1 e Paraparesia Espástica Tropical seis anos antes da internação, quando realizava investigação para alteração na marcha e paresia ascendente de membros inferiores que apresentava desde a juventude. Em abril de 2017 a paciente deu entrada na Santa Casa de Araraquara com leucócitos de 102.400/mm3 e 80% de linfócitos, febre, astenia, dor abdominal e fotofobia de um mês de evolução.

Resultados

Ao exame físico observava-se palidez, hepatoesplenomegalia, paraplegia espástica simétrica em membros inferiores e marcha “em tesoura”. O estudo de imunofenotipagem dos leucócitos por citometria de fluxo confirmou a suspeita clínica de ALT. Iniciou-se tratamento quimioterápico, conforme protocolo Hyper-CVAD, para Leucemia Linfoide Aguda. A paciente evoluiu com infecção pulmonar grave de provável natureza fúngica, sepse e choque séptico refratário, indo a óbito após 40 dias de internação.

Conclusões/Considerações finais

Como é conhecido, a fase leucêmica da infecção pelo HTLV é agressiva e o tratamento com esquemas intensos, embora melhorem a sobrevida, trazem aumento da mortalidade relacionada ao tratamento. Sendo a prevalência do HTLV alta no Brasil, a vigilância quanto as vias de transmissão e prevenção devem ser constantes, uma vez que suas complicações são graves.

Palavras Chaves

Área

Clínica Médica

Autores

Arthur Vicensoto Fukuhara, Ana Carolina Lara Ferrão Cunha, Cibele Repele Duch

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