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Dados do Trabalho


Título

Hantavirose: Relato de Caso

Fundamentação/Introdução

A Hantavirose é uma zoonose causada pelo vírus da família Bunyavirus, presentes em fezes e urina de roedores.A transmissão ocorre por inalação de partículas virais. Há duas formas de manifestação da doença: Síndrome cardiopulmonar ou Febre-hemorrágica com síndrome renal.

Objetivos

Relatar caso de paciente jovem com quadro febril inespecífico, cefaléia, mialgia, dor abdominal e posterior evolução para insuficiências respiratória e renal, choque séptico e hemorragia cerebral secundária à infecção por Hantavírus.

Delineamento/Métodos

L.R., 15 anos, masculino, procedente zona rural, referia roedores no local de trabalho. Paciente admitido no hospital com cefaléia, mialgia, dor abdominal e febre há três dias. Evoluiu com hipotensão e insuficiência respiratória, com necessidade de intubação orotraqueal. Apresentava exantema difuso e petéquias em dorso; linfonodos com características benignas em pescoço; estertores finos até terço médio de pulmões bilateralmente, exame neurológico, cardíaco e abdominal sem alterações. Pelo quadro de síndrome respiratória aguda grave, fez uso de oseltamivir, ceftriaxone, azitromicina e oxacilina. Apresentava infiltrado intersticial difuso bilateral e derrame pleural a esquerda na radiografia de tórax, hemograma com leucocitose e plaquetopenia, alargamento do tempo de protrombina e do tempo de ativação parcial de tromboplastina, acidose metabólica grave com hipoxemia, aumento das enzimas musculares, cardíacas e hepáticas. Desenvolveu insuficiência renal aguda e hipercalemia, necessitando de hemodiálise.

Resultados

Associou-se ciprofloxacino e rifampicina ao esquema terapêutico, com espectro para brucelose. Apesar do suporte intensivo, o paciente evoluiu para choque refratário às drogas vasoativas. Apresentou piora neurológica súbita durante a internação, sendo realizada tomografia de crânio, a qual evidenciou focos hemorrágicos difusos no parênquima cerebral, com hemorragia ventricular supratentorial. Evoluiu para morte encefálica e parada cardiorrespiratória em assistolia, oito dias após admissão hospitalar. Concluiu-se a detecção de Hantavírus no soro por reação em cadeia da polimerase, cujo resultado chegou após o óbito do paciente. Sorologias para brucelose, leptospirose, dengue, e Influenza negativas.

Conclusões/Considerações finais

A Hantavirose pode evoluir de forma rápida e letal, por isso deve ser lembrada no diagnóstico diferencial das síndromes febris e pulmonares, principalmente se houver epidemiologia compatível. Não há tratamento específico para a doença, somente de suporte.

Palavras Chaves

Hantavírus, insuficiência renal, insuficiência respiratória, síndrome respiratória aguda grave, síndrome febril.

Área

Clínica Médica

Instituições

Faculdade de Medicina de Marília - Sao Paulo - Brasil

Autores

Rebeca Klarosk Ismael, Leandro José Bertolo, Priscila Avelino Castro, Hugo Victor Coca Jimenez Carrasco, Fábio Tadeu Rodrigues Reina

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