Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

Feocromocitoma: Os riscos do manejo inadequado das crises adrenérgicas

Fundamentação/Introdução

O feocromocitoma é um tumor adrenal originário de células cromafins e se manifesta por efeitos diretos das catecolaminas nos sistemas cardiovascular, metabólico e visceral. Embora seja uma causa rara de hipertensão, o seu diagnóstico é importante devido à possibilidade de cura e identificação precoce, caso haja malignidade associada. Pela raridade, é com frequência conduzido erroneamente, principalmente na porta de entrada hospitalar.

Objetivos

Relatar o caso de uma jovem com diagnóstico recente de feocromocitoma, admitida em serviço de emergência com crise adrenérgica e analisar as consequências do manejo inicial incorreto.

Delineamento/Métodos

As informações a seguir foram obtidas através de prontuário médico, entrevista com a paciente e revisão de literatura.

Resultados

Descrição do caso: Paciente, sexo feminino, 17 anos, diagnosticada há 3 meses com feocromocitoma, admitida com crise hipertensiva (PA: 180x120mmHg) e taquicardia sinusal (FC:190bpm), sendo prescrito beta-bloqueador endovenoso para controle do quadro. Evoluiu com hipotensão arterial e rebaixamento de consciência após uso do beta-bloqueador e parada cardiorrespiratória horas após. Recebeu tratamento em unidade intensiva, incluindo medicações alfa-bloqueadoras, com posterior estabilidade clínica. Submetida à adrenalectomia esquerda após preparo adequado, confirmação anatomo-patológica da doença e melhora dos sintomas iniciais. A administração de ß-bloqueadores é contra-indicada como terapêutica inicial da hipertensão em pacientes portadores de feocromocitoma. O bloqueio do receptor ß magnifica a resposta alfa-adrenérgica, com conseqüente piora da hipertensão e sintomas dependentes do estímulo alfa-adrenérgico. No caso clínico em questão, o uso indevido de beta-bloqueador provocou um efeito contrário, a hipotensão arterial. Este fenômeno é raro, porém descrito na literatura. A liberação constante de catecolaminas leva a uma diminuição da sensibilidade dos receptores adrenérgicos às catecolaminas (down regulation), o que explica a ocorrência de níveis elevados de catecolaminas e hipotensão arterial. A vasoconstrição mantida também causa hipovolemia, contribuindo para a queda da pressão arterial.

Conclusões/Considerações finais

O relato de caso demonstra o desafio do manejo clínico e cirúrgico do feocromocitoma, cujo demora em adoção de medidas especificas e corretas para o tratamento implica em alta mortalidade.

Palavras Chaves

Feocromocitoma, adrenalectomia, alfa-bloqueadores, crise hipertensiva.

Área

Clínica Médica

Instituições

Hospital Aroldo Tourinho - Minas Gerais - Brasil

Autores

Victória Carneiro Dal Moro, Guilherme Vitor de Carvalho Freire, Murilo Veloso Lages, Érika Fernanda Sales Martuscelli, Débora Ribeiro Vieira

Promoção

SBCM

Realização

SBCM MG
ABRAMURGEM

Patrocínio Ouro

UNIFENAS

Patrocínio Prata

Unimed - BH

Patrocínio Bronze

CUREM
SENIOR VILLAGE

Apoio

IPSEMG
TAKEDA

Agência de Turismo

Belvitur

Organização

Attitude Promo

Agência Web

Sistema de Gerenciamento desenvolvido por Inteligência Web

14º Congresso Brasileiro de Clínica Médica e 4º Congresso Internacional de Medicina de Urgência de Emergência

MINASCENTRO - Belo Horizonte/MG | 04 a 06 de Outubro de 2017