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Dados do Trabalho


Título

ANSIEDADE: UM ESTUDO DE PREVALÊNCIA ENTRE ESTUDANTES DE MEDICINA

Fundamentação/Introdução

Sabe-se que a sobrecarga de trabalho e situações estressantes propiciam a eclosão de quadros de ansiedade, que compartilham, entre outros sintomas, o medo excessivo e alterações comportamentais, podendo interferir no processo cognitivo e, consequentemente, no desenvolvimento das habilidades inerentes à atividade executada. Tendo em vista que o cotidiano dos estudantes de Medicina é reconhecidamente sobrecarregado de tarefas que, associados a aspectos subjetivos, tornam o curso estressante.

Objetivos

Determinar a prevalência dos sintomas de ansiedade entre os estudantes, avaliar os fatores associados e, complementando, comparar os resultados obtidos com pesquisas similares já publicadas.

Delineamento/Métodos

Foi realizado um estudo quantitativo, observacional e transversal, através da aplicação do Inventário de Ansiedade Traço-Estado de Spielberger (IDATE-E) nos alunos de Medicina de uma Instituição de Ensino particular no Estado do Espírito Santo.

Resultados

Obteve-se uma amostra de 390 questionários preenchidos, no qual 33 alunos (8,46%) apresentaram ansiedade leve, 204 (52,31%) ansiedade média e 153 (39,23%) com ansiedade grave. Na análise comparativa entre as variáveis gênero, ano cursado, uso de ansiolíticos e a presença de sintomas sugestivos de ansiedade de acordo com o escore do IDATE-E, estas mostraram associações estatisticamente significativa (p<0.01). Quanto ao gênero, ambos os sexos apresentaram níveis de ansiedade classificados como médio, sendo 57,36% para os homens e 49,81% para as mulheres, invertendo o quadro nos casos mais graves - mulheres 39,23% e homens 25,58%. Em relação ao ano cursado, todos os anos, do primeiro ao sexto ano, apresentaram níveis de ansiedade classificados como médio e grave, com destaque para os dois últimos anos, período de internato, que em sua maioria apresentavam nível de ansiedade grave. Os alunos que fazem controle da ansiedade com medicamento, 62,16% apresentam ansiedade grave, e 56,01% dos alunos que não fazem controle da ansiedade com medicamento apresentaram ansiedade classificada como média.

Conclusões/Considerações finais

O estudo mostrou quadro de ansiedade em alunos de todos os períodos do curso de medicina, apontando a necessidade de alocar cuidados a esse grupo, em especial aos alunos que já fazem tratamento medicamentoso para ansiedade e se encontram na estratificação grave da patologia. A prevenção, o diagnóstico e o aprofundamento do tema se fazem necessários para se buscar um maior entendimento e a melhor intervenção sobre o problema.

Palavras Chaves

Ansiedade, Alunos de Medicina, Educação Médica

Área

Clínica Médica

Instituições

Centro universitário do Espirito Santo - UNESC - Espirito Santo - Brasil

Autores

NARA REGINA BATISTA BARROS, PAULA GOMES MARTINS, EVELIN SANTOS FIGUEIREDO LIMA, LUIZ ROMERO OLIVEIRA, ROGÉRIO SILVA RESENDE

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