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Dados do Trabalho


Título

DERMATITE HERPERTIFORME COMO MANIFESTACÃO INICIAL DE DOENCA CELÍACA ASSOCIADA A DOENCA POLIGLANDULAR AUTOIMUNE TIPO II – RELATO DE CASO

Fundamentação/Introdução

A dermatite herpertiforme pode ser considerada uma variante da doença celíaca (DC). Apresenta-se comumente como erupção pruriginosa papulovesicular em crianças e adolescentes. Estudos mostram que a dermatite herpetiforme e a DC são distintas expressões clínicas de uma mesma sensibilidade ao glúten, associada a uma disfunção imunológica com base genética comum ligada a determinadas moléculas HLA. Aproximadamente 2% a 4% dos pacientes com diabetes mellitus (DM) tipo 1 apresentam DC.

Objetivos

O objetivo deste estudo é descrever uma paciente portadora de DM tipo1, hipotireoidismo primário por Tireoidite de Hashimoto em reposição de tiroxina de difícil controle e dermatite herpetiforme como manifestação inicial de DC.

Delineamento/Métodos

Paciente feminina, 50 anos, diagnosticada com DM tipo 1 e hipotireoidismo aos 38 anos, em uso de insulina e tiroxina 200 mcg/dia, com presença de lesões pruriginosas, vesico-bolhosas nos cotovelos, dorso e abdome, além de anemia normocrômica e normocítica identificada durante consultas anteriores que não foram devidamente investigados quanto à sua etiologia ao longo de anos de tratamento. Em nosso serviço, devido a alta dose de tiroxina e a não-compensação do hipotireoidismo, foi investigado doença celíaca, apesar da paciente não apresentar queixas gastrointestinais.

Resultados

A avaliação subsidiaria evidenciou anti-GAD positivo, anti-TPO positivo, hemoglobina de 10,1g/dl, hematócrito de 30,4% e VCM de 87,6fL, com RDW de 13,1% e plaquetas em 321.000/mm3; ferritina de 421ng/mL, transferrina 233,8mg/dL e Vitamina B12 343pg/mL; ACTH:<5,0pg/mL; PTH:25,1pg/mL; 25-OHD: 33 ng/mL; cortisol de 16,2ug/dL; homocisteína: 17,4 uMOL/L. A endoscopia digestiva alta revelou gastrite atrófica no corpo gástrico, gastrite enantemática leve do antro, urease negativa para H. pylori, biópsias de bulbo e duodeno revelaram corpo gástrico com gastrite crônica intensa em moderada atividade, com formação de agregados linfoides e intensos fenômenos regenerativos epiteliais; duodeno com duodenite crônica inativa de grau leve. H. Pylori corada por Giemsa positiva. Os anticorpos antitransglutaminase e anti-endomísio foram positivos.

Conclusões/Considerações finais

A anamnese e o exame físico apurados e a investigação de alterações correlatas com doenças autoimunes coexistentes, são essenciais para o reconhecimento dessas síndromes, permitindo o tratamento de doenças ocultas que muitas vezes passam despercebidas e levam à descompensação mútua de uma ou mais doenças de base que estão sendo tratadas.

Palavras Chaves

Doença Celíaca; Dermatite Herpertiforme; Doença Poliglandular Autoimune;

Área

Clínica Médica

Instituições

Universidade Federal de Mato Grosso - Mato Grosso - Brasil

Autores

Abraão Miranda, Cristina B Pizarro, Fernando Henrique Alves

Promoção

SBCM

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