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Dados do Trabalho


Título

Estenose aórtica sintomática de etiologia degenerativa calcificada em paciente na 5ª década de vida

Fundamentação/Introdução

Estenose Aórtica (EAo) é a diminuição da área de abertura da valva aórtica, e possui 3 causas principais: congênita, doença reumática e doença senil degenerativa. A última é a mais comum, com pico de incidência a partir da sexta década de vida, e aparecimento de sintomas geralmente após a sétima década, devido mecanismos compensatórios cardíacos. Quando os sintomas surgem (dispneia, síncope e angina), o tratamento (troca da valva) deve ser instituído, sendo a única terapia capaz de mudar a história natural da doença.

Objetivos

Relatar caso clínico incomum e precoce de EAo senil sintomática.

Delineamento/Métodos

Estudo descritivo por análise retrospectiva de prontuário.

Resultados

C.M.N., feminino, 54 anos, admitida com dispneia e dor precordial aos pequenos esforços. Hipertensa, diabética, dislipidêmica, ex-tabagista. Histórico de correção de comunicação interventricular (CIV) em 2008. Exame físico: sopro sistólico ejetivo em foco aórtico, ritmo cardíaco irregular, frequência cardíaca entre 90 a 100 bpm, normotensa, eupneica, crepitações discretas bi-basais, discreto edema em membros inferiores. Eletrocardiograma: fibrilação atrial e sinais de sobrecarga do ventrículo esquerdo (VE). Ecocardiograma: dilatação importante do átrio esquerdo, VE com hipertrofia concêntrica e disfunção sistólica discreta. Via de saída de VE hipodesenvolvida (diâmetro transverso de 14 mm). Valva aórtica com anel valvar hipodesenvolvido, folhetos calcificados, área valvar de 0.7 cm², gradiente sistólico médio de 44 mmHg. Cateterismo descartou coronariopatia. Concluído tratar-se de EAo importante, foi indicada cirurgia de troca valvar aórtica, com ampliação do anel valvar.

Conclusões/Considerações finais

EAo é a doença valvar aórtica adquirida mais frequente, presente em 4,5% da população, com apresentação sintomática rara antes da sétima década de vida. Os fatores que podem explicar o acometimento precoce no caso em questão são: 1. O fato da CIV não ter sido corrigida de forma precoce, levou à um hipodesenvolvimento (hipoplasia) da via de saída do VE, anel valvar, e valva propriamente dita, em consequência do hipofluxo provocado pelo “roubo” exercido pelo shunt de grande monta esquerda-direita. 2. O volume sistólico ejetivo ao passar através da via de saída hipoplásica, causa um turbilhonamento exacerbado, resultando em micro-lesões, deposição de fibrina, colesterol e cálcio no endotélio valvar. 3. A paciente é portadora de inúmeros fatores de risco para doença aterosclerótica, o que pode ter acelerado o processo de degeneração senil.

Palavras Chaves

Área

Clínica Médica

Autores

Lara Louzada, Lara Maria Vago, Amanda Altoe Satlher, Paulo Roberto Angelete Alvarez Bernardes

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SBCM MG
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