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Dados do Trabalho


Título

ESPONDILODISCITE POR STAPHYLOCOCCUS AUREUS SECUNDÁRIA A ENDOCARDITE INFECCIOSA: RELATO DE CASO

Fundamentação/Introdução

Introdução: A espondilodiscite infecciosa é um processo inflamatório que envolve disco e vértebras adjacentes. A infecção pode ocorrer através de disseminação hematogênica a partir de um foco, por contiguidade ou procedimentos locais.

Objetivos

Objetivo: Relatar o caso de uma paciente do sexo feminino com Espondilodiscite secundária à Endocardite Infecciosa.

Delineamento/Métodos

Descrição do caso: Apresentamos o caso da paciente de 54 anos internada em uma unidade de terapia intensiva por choque misto (cardiogênico e séptico, devido a colecistite aguda). A paciente alegava como antecedente patológico miocardiopatia dilatada grave, presumivelmente hipertensiva. Após 10 dias, evoluiu com Endocardite Bacteriana por Staphylococcus aureus, secundária a infecção por cateter inserido em veia femoral direita, recebendo alta após antibioticoterapia por 6 semanas e compensação clínica. Foi reinternada com quadro clínico de dor lombar incapacitante, sem história de trauma e insuficiência cardíaca aguda. O diagnóstico de Espondilodiscite foi confirmado através da radiografia de tórax e ressonância magnética. A paciente foi submetida a novo ciclo de 6 semanas de antibioticoterapia e evoluiu com graves limitações à locomoção consequentes ao acometimento vertebral de T12-L1. Recebeu alta hospitalar após tratamento clínico, evoluindo a óbito por embolia cerebral 3 semanas após alta.

Resultados

Discussão: A espondilodiscite deve ser investigada radiologicamente em todos os pacientes com endocardite infecciosa e lombalgia. Já os pacientes com espondilodiscite devem ser investigados para endocardite quando apresentarem lesão valvar predisponente. Dentre os parâmetros laboratoriais, a velocidade de hemossedimentação é útil no diagnóstico das espondilodiscites sépticas, devendo ser interpretada conjuntamente com o quadro clínico e alterações neuro-radiológicas.

Conclusões/Considerações finais

Conclusão: Devido à evolução clínica insidiosa e a elevada taxa de morbimortalidade associadas à falha diagnóstica e atraso no início da instituição terapêutica da espondilodiscite, faz-se necessária uma investigação detalhada com exames complementares, sobretudo exames de imagem e provas inflamatórias. É importante ressaltar que cerca de 20% a 45% dos pacientes com endocardite bacteriana têm sintomas musculoesqueléticos, porém apenas 0 a 2% desses pacientes apresentam espondilodiscite.

Palavras Chaves

Espondilodiscite; espondilodiscite bacteriana; endocardite infecciosa; Staphylococcus aureus.

Área

Clínica Médica

Instituições

EPM - UNIFESP - Sao Paulo - Brasil, FMIT - Minas Gerais - Brasil

Autores

Guilherme Benfatti Olivato, Caio Eduardo Ferreira Pires, Thais Juliano Garcia Tosta, Daniel Renato Gonçalves Duarte, Gustavo Benfatti Olivato

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