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Dados do Trabalho


Título

Feocromocitoma Diagnosticado Durante a Gestação: relato de caso

Fundamentação/Introdução

A hipertensão arterial é uma condição clínica multifatorial caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressóricos maior ou igual a 140 e/ou 90 mmHg. No Brasil, a hipertensão atinge 32,5% (36 milhões) dos indivíduos adultos. A hipertensão arterial secundária (HA-S) possui uma prevalência de 3-5% da população. Dentre as causas secundárias está o feocromocitoma (FEO), que consiste em tumores de células cromafins localizadas na suprarrenal que produzem, armazenam, metabolizam e secretam catecolaminas, contribuindo dessa forma para elevação da pressão arterial. Trata-se de uma doença rara e o seu não reconhecimento durante a gravidez implica em aumento da morbimortalidade maternofetal, sendo uma condição com incidência estimada de 0,007% durante a gestação.

Objetivos

Discutir um caso de Feocromocitoma diagnosticado no período gestacional, revisando seus aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos, clínicos, diagnósticos e terapêuticos.

Delineamento/Métodos

Estudo descritivo do tipo Relato de Caso, utilizando dados retrospectivos, obtidos através de revisão de prontuário.

Resultados

Paciente 36 anos, G7P6A0, idade gestacional 27 semanas, encaminhada para pré-natal de alto risco em hospital de referência com quadro agudo de cefaleia, associado a níveis pressóricos elevados, já evidenciados dois meses antes da gestação, chegando a picos de 160x100mmHg. Mantinha controle irregular com Metildopa, além de episódios diários de sudorese e palpitações. Em hospital, foi realizada Ultrassonografia de vias urinárias com identificação de massa em supra renal direita e Ressonância Magnética evidenciando tumor em mesma topografia, podendo ser compatível com FEO, sendo instituída terapia medicamentosa com Doxazosina e Metoprolol. Diagnóstico confirmado por dosagens de metanefrinas e catecolaminas urinárias. Paciente evoluiu hemodinamicamente estável durante todo o internamento, com interrupção da gestação na 38ª semana, sem intercorrências.

Conclusões/Considerações finais

Em virtude da dificuldade de reconhecimento de sinais e sintomas clínicos específicos, o FEO implica em elevada mortalidade para gestantes, sendo que 58% não têm diagnóstico no pré-parto. Portanto, o FEO é uma doença curável através da remoção cirúrgica do tumor, em que deve ser realizada preferencialmente antes da 20ª ou da 24ª semana de gestação.

Palavras Chaves

Feocromocitoma; Hipertensão secundária; Gestação.

Área

Clínica Médica

Instituições

Universidade Salvador - Bahia - Brasil

Autores

GABRIEL FERNANDO DULTRA BASTOS, ALINE FERNANDA ANTUNES PAZ, MURILO ALBUQUERQUE REIS, MARIA EUNICE FONSECA LEITE

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