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Dados do Trabalho


Título

Chamados clínicos realizados pelo serviço de atendimento móvel de urgência - SAMU - Pelotas/RS

Fundamentação/Introdução

A demanda pelos serviços de urgência e emergência vem aumentando, principalmente pelas constantes mudanças no perfil epidemiológico e demográfico em que se vive. Em decorrência disso, e para dar suporte a esta mudança, o Brasil, no ano de 2003, teve o seu primeiro Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no estado de São Paulo.

Objetivos

O objetivo deste trabalho é analisar as principais ocorrências clínicas atendidas pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência - SAMU da região de Pelotas no ano de 2015.

Delineamento/Métodos

Este estudo é retrospectivo, observacional, descritivo e quantitativo buscou dados do sistema de informação tracking and recognizing users in the environment (TRUE) correspondentes aos atendimentos realizados no ano de 2015 na região de Pelotas, situada no sul do estado do Rio Grande do Sul/Brasil. Como variável principal foi escolhido o atendimento considerado clínico.

Resultados

O número total de atendimentos clínicos realizados pelo SAMU Pelotas no ano de 2015 foi de 8.325. Destes, 4.044 (48,58%) foram do sexo masculino, 4.281 (51,42%) do sexo feminino e 58,84% acima dos 60 anos. Dentre as condições mais prevalentes, 22,98% corresponderam a condições clínicas gerais, 21,74% causas neurológicas e 14,58% causas cardíacas. Entre as condições gerais, 57,19% foram mulheres solicitantes e as causas foram desmaio/síncope (36,38%) e dor inespecífica (36,01%). Entre as causas neurológicas, 54,07% dos chamados foram do sexo masculino e as doenças mais prevalentes foram convulsão (49,72%) e AVC (31,99%). Indivíduos entre 41-60 anos corresponderam a 22,85% desta causa. Nas condições cardíacas, 70,47% tinham entre 41-79 anos e as causas incluíram angina (32,04%) e infarto agudo do miocárdio (23,56%).

Conclusões/Considerações finais

Entre as causas neurológicas e cardíacas, houve uma maior prevalência em pacientes mais jovens se comparado ao restante da amostra, devido à maior ocorrência dessas patologias nesta população. Constatou-se, ainda, que a alta prevalência de causas clínicas gerais, por sua inespecificidade, sugere o desconhecimento dos princípios de funcionamento do SAMU pelo solicitante e/ou dificuldade na transmissão das informações para a central de regulação. Além disso, a prevalência de 58,84% dos individuos acima dos 60 anos reflete maiores taxas relativas de agravos nessa faixa etária e, também, forte tendência hospitalocêntrica, uma vez que pode haver desassistência em outros níveis de atenção.

Palavras Chaves

atendimento, emergência, urgência, SAMU, pré-hospitalar

Área

Clínica Médica

Instituições

Universidade Católica de Pelotas - UCPel - Rio Grande do Sul - Brasil

Autores

Mateus Luís Riedi, Gustavo Valente, Caroline Locatelli da Silva, Achilles Gentillini Neto, Evelise Carla Genesini

Promoção

SBCM

Realização

SBCM MG
ABRAMURGEM

Patrocínio Ouro

UNIFENAS

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Unimed - BH

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CUREM
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Apoio

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TAKEDA

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