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Dados do Trabalho


Título

EPILEPSIA PARCIAL CONTÍNUA DECORRENTE DE ENCEFALITE AUTO-IMUNE: RELATO DE CASO

Fundamentação/Introdução

A epilepsia parcial contínua (EPC) é um raro tipo de epilepsia motora caracterizada por contrações espontâneas, regulares ou irregulares, que afetam uma parte limitada do corpo. Na EPC, não há comprometimento da consciência e os episódios tem duração mínima de 1 hora, recorrendo em intervalos menores que 10 segundos. Sua fisiopatologia é a hiperexcitabilidade do córtex motor e/ou somatossensorial, que pode ter como etiologia doenças vasculares,infecções, neoplasias, e encefalites autoimunes.

Objetivos

Relatar a apresentação clínica e laboratorial de um caso de EPC decorrente de encefalite auto-imune.

Delineamento/Métodos

Revisão de prontuário e busca de artigos científicos nas bases de dados PubMed e Scielo com as palavras-chave “continuous partial epilepsy”, “autoimmune encephalitis”, “diagnosis” e “treatment”. Foram selecionados artigos nas línguas Inglês e Português e publicados entre 2002 e 2016.

Resultados

Paciente do sexo feminino, 58 anos,história de crises convulsivas generalizadas e esporádicas há 4 anos, controladas com o uso de Carbamazepina. Há 4 meses iniciou quadro de espasmos musculares clônicos (flexão/extensão) em membro inferior(MMII)direito com variação da amplitude e frequência ao longo do dia, sem interrupção durante o sono. Ao exame neurológico, notava-se nistagmo multidirecional inesgotável à mirada horizontal e vertical, além de hipertonia e contrações clônicas arrítmicas contínuas em MMII direito.Foi submetida à investigação por meio de análise de líquor, eletroneuromiografia, eletroencefalograma (EEG) e PET-scan. As doenças associadas a auto-anticorpos contra o Sistema Nervoso fazem parte de um grupo de patologias que dividem-se nas doenças paraneoplásicas e nas autoimunes associadas a anticorpos anti-superfície neuronal. O diagnóstico é baseado em EEG, ressonância magnética e análise de painel de autoanticorpos. A paciente deste relato não é portadora de neoplasia, porém teve a presença de anticorpos Anti-GAD 65 e Anti-TPO 430 no líquor. Quanto à clínica, apresentou predominantemente sintomas relacionados à Encefalite límbica: alterações neuropsiquiátricas(delírio, alterações de humor), e convulsões focais e generalizadas.A paciente apresentou melhora do quadro após início de corticoterapia, corroborando o diagnóstico de encefalite auto-imune.

Conclusões/Considerações finais

Devido à natureza rara da doença, sugere-se a estudos de casos de encefalite autoimune para estabelecer maior base de dados e, consequentemente, diagnóstico precoce e abordagem terapêutica adequada à doença.

Palavras Chaves

Encefalite auto-imune, epilepsia parcial contínua, diagnóstico, tratamento.

Área

Clínica Médica

Instituições

Universidade Católica de Brasília - Distrito Federal - Brasil

Autores

Paulo Renato Rodrigues Miranda, Carolina Ferreira Colaço, Georgia Lelis Aranha Tavares, Lucas Cruz Costa Leal, Rosalvo Streit Junior

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