14º Congresso Brasileiro de Clínica Médica e 4º Congresso Internacional de Medicina de Urgência de Emergência

14º Congresso Brasileiro de Clínica Médica e 4º Congresso Internacional de Medicina de Urgência de Emergência

MINASCENTRO - Belo Horizonte /MG | 04 a 06 de Outubro de 2017

Dados do Trabalho


Título

Título: Manejo clínico da derivação ventriculoperitoneal- DVP e a otimização do prognóstico.

Fundamentação/Introdução

Introdução: A hidrocefalia consiste no acúmulo anormal de líquor na cavidade craniana. Esta afecção possui correlação importante com a mielomeningocele, associadas na maioria dos casos, o tratamento cirúrgico é imprescindível. Diversas são as variáveis que influenciam no sucesso das cirurgias, sendo que a presença de complicações como a infecciosa torna-se um impacto negativo na recuperação.

Objetivos

Objetivos: Descrever o tratamento da DVP e relatar os fatores que predispõem a sua rejeição.

Delineamento/Métodos

Descrição: L.J.F, sexo masculino, 15 anos, nascido de parto cesáreo, a termo. Apgar 1'/5' (3/9). Exame físico: BEG, normocorado, hidratado, anictérico, cianótico, afebril, MVF sem RA, FR=47rpm, BRNF em 2T, FC=120bpm, abdome normotenso, RHA+, peso 4040g, estatura=48cm. Exame neurológico: Mielomeningocele torácica, com exposição de raízes nervosas, diástase frontal mectópica, pupilas isofotorreagentes, nível sensitivo em T7, sem movimentos em MMII, paraplegia e arreflexia de MMII, movimento + em MMSS, PC= 40cm. Submetido à cirurgia para correção de mielomeningocele. À TC de Crânio: Cisternas basais e sulcos corticais apagados; sistema ventricular normopressurizado assimétrico; dilatação dos ventrículos laterais, parênquima cerebral isodenso, diástase das suturas frontais com protusão de lobo frontal, indicando importante dilatação ventricular supra-tentorial. Realizada cirurgia para instalação de DVP e evolução com vômitos e distensão abdominal. Alta hospitalar aos 13 dias de vida, apresentando movimentos em MMII. Três meses após cirurgia lactente retorna ao serviço com aumento do PC em 17 cm, sem outras alterações; realizada nova TC, evidenciando macrocrania, fossa posterior reduzida, cisternas basais e sulcos corticais proeminentes e redução de espessura do parênquima cerebral. Considerou-se a hipótese de malformação de Arnold Chiari (MChII).

Resultados

Definida como uma neurulação defeituosa, a forma sintomática da MChII tem se mostrado definidora de mal prognóstico nos casos de mielomeningocele, incluindo-se dentre suas manifestações a paralisia de cordas vocais, apneia com cianose, estridor laríngeo, pescoço retrovertido, e por vezes tetraplegia.

Conclusões/Considerações finais

Conclusões: Dessa forma, corrobora-se a importância dos cuidados médicos durante o procedimento da DVP, incluindo uma assepsia e técnica cirúrgica satisfatórias visando minimizar chances de rejeição ao dispositivo, seja por falha mecânica, obstruções ou infecções, tendo assim maior perspectiva de sucesso terapêutico.


Palavras Chaves

Mielomeningocele, Hidrocefalia, Malformação de Arnold Chiari.

Área

Clínica Médica

Autores

Karina Christiana Rodrigues de Freitas, Kerollaine Souza Silva, Leticia Estefânia da Costa, Luana Soares Ribeiro, Maria Natália Andrade