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Dados do Trabalho


Título

Abscesso cerebral como complicação de sinusite crônica em paciente jovem

Fundamentação/Introdução

O abscesso cerebral é definido por coleção circunscrita de exsudato purulento no parênquima cerebral, principalmente devido à infecção bacteriana. A maioria é causada por disseminação através das vias hematogênica, e por contiguidade nas meninges, especialmente dos seios paranasais e orelha média. Os sintomas predominantes incluem cefaleia (70%), vômito, alterações de consciência, convulsão e febre; porem a tríade clássica é referido em menos de 50% dos casos e manifesta-se por febre, cefaleia e sinal neurológico focal.

Objetivos

Relatar caso de paciente jovem, com sinusite crônica maxilar e frontal à direita e sua correlação com abscesso cerebral superficial no lobo frontal direito.

Delineamento/Métodos

Relato de caso

Resultados

Paciente masculino, 19 anos, presidiário, após episódios recorrentes de infecção de vias aéreas não tratadas, apresentou dez dias antes da admissão hospitalar, cefaleia frontal à direita, pulsátil de forte intensidade; há dois dias, episódios de convulsão associados à hemiparesia esquerda. Deu entrada no setor de emergência com vômito e permanência dos sinais e sintomas anteriores. Observou-se em tomografia computadorizada de crânio (TC) com contaste, imagem hipodensa, com halo de captação, sugestiva de abscesso cerebral frontal direito associado à empiema epidural e sinusopatia crônica em seio frontal e maxilar direito, com erosões ósseas adjacentes, confirmados por ressonância nuclear magnética (RNM). Neste caso, o mecanismo de disseminação provável foi por contiguidade. Iniciado tratamento empírico com ceftriaxona e metronidazol, e associado fenitoína devido convulsão; houve melhora clinica com reversão do déficit neurológico após uma semana; em TC controle, após 20 dias, com abscesso encapsulado, o paciente foi submetido ao tratamento cirúrgico por trepanação e punção. A cultura do abscesso foi negativa, assim como a sorologia para HIV, a qual afastou imunossupressão. Recebeu alta após seis semanas de tratamento com boa evolução clinica e ausência de déficit neurológico; foi prescrito Sulfametoxazol-trimetoprima por dois meses e orientado acompanhamento ambulatorial com TC controle.

Conclusões/Considerações finais

É fundamental salientar, que o melhor prognostico para o paciente com abscesso cerebral depende da precocidade diagnóstica e terapêutica instituída. Portanto, é necessário identificar as causas de cefaleias secundárias, baseadas na anamnese e exame neurológico, para ampliar os diagnósticos diferenciais de manifestações neurológicas, e associar TC e RNM para confirmação diagnóstica.

Palavras Chaves

abscesso cerebral, abscesso encefálico, cefaleia, sinusite, tomografia computadorizada de crânio

Área

Clínica Médica

Instituições

Santa Casa de Misericórdia de Passos - Minas Gerais - Brasil

Autores

Christiane Brandão Pedrosa, Paulo Prado de Vasconcelos


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