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Dados do Trabalho


Título

Causa incomum de anemia aguda em adulto – Relato de Caso

Fundamentação/Introdução

A pesquisa de anemia não-hemolítica aguda em paciente adulto deve incluir como hipóteses uma série de doenças infecciosas que podem acometer a medula óssea, inferindo em aplasia. Neste contexto, apresentamos um caso clínico cuja rápida queda de hematimetria em ausência de sangramento exteriorizado caracterizou a doença.

Objetivos

Apresentar uma causa incomum de anemia em adulto jovem.

Delineamento/Métodos

Revisão de Prontuário Médico.

Resultados

LCC, homem, 59 anos, admitido no hospital com quadro de fadiga, febre e mal estar. Refere temperatura de 38º há dois dias, com melhora após sintomáticos. Ao exame físico, discreto sopro cardíaco sistólico em foco mitral, desconhecido por parte do paciente. Como comorbidade, tem hipertensão tratada com losartan. Hemograma de admissão com hemoglobina (Hb) de 12,3, hematócrito (Ht) de 38% e leucócitos 7.800, sem desvios. Internado para pesquisa de endocardite infeciosa. O ecocardiograma transesofágico, não encontrou vegetações. Paciente mantém mal estar e fraqueza, com hemograma um dia após admissão com piora da anemia: Hb 9,3, Ht 26%. Em pesquisa complementar, foi evidenciada Proteína C reativa de 21, VHS 115, TGO 216, TGP 223, LDH 543, Bilirrubinas normais, reticulócitos em 0,4%. Mantém-se sem alterações identificáveis à ectoscopia. Palpação de baço e fígado de tamanho normal. Três dias após admissão o hemograma evidenciou Hb 7,3, sem evidências de hemorragias. Piora importante da fadiga, com resposta parcial à hemotransfusão de um concentrado de hemácias. Sorologias para citomegalovírus, hepatites B e C, Epstein Baar e HIV negativas. Na avaliação da hematologia foi solicitada biópsia de medula óssea, que mostrou apenas sinais inflamatórios, sem aplasia. Houve piora do leucograma com taxa de 33.500, com desvio à mielócitos. Até o momento, paciente sem tratamento empírico com antimicrobiano, apenas observação clínica. Devido ao quadro de anemia aguda, ainda que sem aplasia de medula, e sem sangramentos visíveis, foi sugerido diagnóstico de Parvovirose B19, o qual apresentou IgM positivo e IgG negativo. Mantida internação com medicações sintomáticas por 8 dias, com melhora progressiva. Alta hospitalar sem medicações para uso domiciliar. Hemograma de controle após 21 dias com Hb de 11,9.

Conclusões/Considerações finais

A Parvovirose B19 é infecção viral comum da infância, causa do Eritema Infecioso, porém a grande maioria dos infectados desenvolve sua forma assintomática. Estima-se que sua incidência em adultos seja de 15%, usualmente com quadro clínico inespecífico.

Palavras Chaves

Anemia; Parvovirose B19; Eritema Infecioso.

Área

Clínica Médica

Instituições

Instituto Policlin de Ensino e Pesquisas - Sao Paulo - Brasil

Autores

Silvio Delfini Guerra, Mariana Paula Silva, Mariah Paula Leite, Sylvio José Macedo Becker , Joao Manoel Theotonio dos Santos

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