14º Congresso Brasileiro de Clínica Médica e 4º Congresso Internacional de Medicina de Urgência de Emergência

14º Congresso Brasileiro de Clínica Médica e 4º Congresso Internacional de Medicina de Urgência de Emergência

MINASCENTRO - Belo Horizonte /MG | 04 a 06 de Outubro de 2017

Dados do Trabalho


Título

Relato de Caso: Diagnóstico não usual de Estrongiloidíase Disseminada em Paciente com Fibrose Pulmonar Idiopática

Fundamentação/Introdução

A estrongiloidíase disseminada é caracterizada quando o paciente está colonizado pelas larvas filariformes da estrongiloidíase (strongyloides Stercoralis), e por algum motivo de imunodeficiência no hospedeiro, as larvas acentuam o ciclo de auto infestação, propagando-se pela corrente sanguínea e linfática, acometendo vários órgãos. As larvas carreiam bactérias gram negativas e fungos, aumentando a chance de mortalidade associada a sepse.

Objetivos

Discutir sobre as manifestações clínicas e diagnóstico não usual que ocorreu no paciente deste relato de caso; Enfatizar sobre a importância de uma abordagem antiparasitária em todos os pacientes que serão submetidos a terapia de imunossupressão a longo prazo, mesmo que em baixas doses de corticoterapia, evitando assim o risco de disseminação; Discutir o melhor tratamento antiparasitário durante um caso da disseminação parasitária.

Delineamento/Métodos

relato de caso acompanhado em unidade de internação e de terapia intensiva com base em revisão literária nas bases de dados MEDLINE e SCIELO e livros textos de clínica médica

Resultados

A.F.L, 81 anos, sexo masculino, proveniente de Belo Horizonte, portador de Insuficiência cardíaca sistólica e com diagnóstico há um ano de pneumopatia intersticial padrão PINE, desde então fazendo uso de prednisona em doses baixas. Admitido em Pronto Atendimento devido a quadro de dispneia. Durante a internação queixou-se de sintomas dispépticos, sendo realizado Endoscopia Digestiva Alta, com resultado de estrongiloides em histopatológico. Paciente evoluiu com estrongiloidíase disseminada mesmo com terapia antiparasitária sendo encaminhado para centro de unidade de terapia intensiva, evoluindo posteriormente a óbito.

Conclusões/Considerações finais

Pacientes com estrongiloidíase disseminada possuem altas taxas de letalidade que são aumentadas pela imunossupressão concomitante, bacteremia e atraso no diagnóstico. Devido a infecção pela estrongiloidíase ser endêmica em nosso país, devemos sempre realizar a terapia antiparasitária antes de iniciar imunossupressão iatrogênica em algum paciente, evitando a alta mortalidade que a disseminação da estrongiloidíase acarreta. O tratamento ideal de pacientes críticos com a síndrome de hiperinfecção é incerto. Os dados relativos à dose, duração e via terapêutica ideais são limitados. Atualmente são indicadas doses diárias de ivermectina até que os sintomas se resolvam e os testes de fezes tenham sido negativos durante pelo menos duas semanas.

Palavras Chaves

estrongiloidíase, prednisona, fibrose-pulmonar, endoscopia, ivermectina.

Área

Clínica Médica

Instituições

Hospital da Polícia Militar - Minas Gerais - Brasil

Autores

Gabriel Alves Silveira, Ana Luiza Duarte Pimenta Figueiredo, Leonardo Meira Faria, Cecília Oberlender, Camila Ribeiro Milagres