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Dados do Trabalho


Título

ANÁLISE DE POLIFARMÁCIA E MEDICAÇÕES INAPROPRIADAS EM IDOSOS INTERNADOS POR FRATURA DE FÊMUR EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO DE MACEIÓ-AL

Fundamentação/Introdução

Com o envelhecimento populacional, a proporção de idosos no Brasil passou de 9,8% para 14,3% entre 2005 e 2015. A maior prevalência de patologias crônicas nessa população aumenta a necessidade de tratamento farmacológico regular, com maior risco para polifarmácia e reação adversa aos medicamentos, esta última potencializada por mudanças fisiológicas próprias do envelhecimento e podendo levar ao agravamento de doenças preexistentes.

Objetivos

Identificar o perfil farmacológico, a ocorrência de polifarmácia (uso continuado de 5 ou mais medicamentos) e o uso de drogas inapropriadas em idosos admitidos na Santa Casa de Misericórdia de Maceió.

Delineamento/Métodos

Estudo descritivo, quantitativo e retrospectivo, com revisão de prontuários eletrônicos de 188 pacientes com 60 anos ou mais, de ambos os sexos, admitidos no hospital por fratura de fêmur entre os anos de 2009 e 2016. Foram analisadas as medicações de uso crônico relatadas em prontuário no momento da admissão hospitalar.

Resultados

A população estudada utilizava uma média de 3,64 medicamentos por paciente. Os medicamentos mais utilizados foram os de ação no sistema cardiovascular (44,14%), sistema nervoso central (22,9%) e antidiabéticos (8,86%). No entanto, apenas 4,12% deles utilizavam bifosfonados no momento da admissão. Foram identificados 24 fármacos inapropriados, sendo entre esses os mais prescritos: clonazepam (22,05%), e quetiapina (14,7%). Benzodiazepínicos corresponderam a 36.76% dos medicamentos inapropriados identificados. Enquanto o uso de polifarmácia foi verificado em 58 pacientes (29,89%).

Conclusões/Considerações finais

Na amostra analisada, as medicações mais utilizadas eram as anti-hipertensivas e de ação cardiovascular, achado condizente com a literatura. Apesar de todos os pacientes clinicamente apresentarem osteoporose (fratura de baixo impacto), uma pequena parcela deles utilizava bifosfonados no momento da admissão. O uso de benzodiazepínicos, associados a um risco aumentado de comprometimento cognitivo, delirium, quedas e fraturas, foi frequente (1 em cada 5 pacientes). A média de uso de fármacos (3,64) foi um pouco maior que a encontrada na literatura, que é cerca de 3. Polifarmácia esteve presente em quase 30% dos pacientes. O estudo reforça a importância da revisão medicamentosa e escolha judiciosa dos fármacos empregados para o tratamento e idosos.

Palavras Chaves

Idoso; Polifarmácia; Efeitos Colaterais e Reação Adversa a Medicações; Fratura de Fêmur.

Área

Clínica Médica

Instituições

Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) - Alagoas - Brasil, Faculdade de Medicina da Universidade Tiradentes (UNIT) - Alagoas - Brasil, Santa de Misericórdia de Maceió - Alagoas - Brasil

Autores

Eline Calumby Teixeira, Laura Giovana Gonzaga Coelho, Marcella Albuquerque Wanderley, Hilton José Melo Barros, David Costa Buarque


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