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Dados do Trabalho


Título

Hemorragia Subaracnóidea em gestante na 38ª semana de gestação – Um relato de caso

Fundamentação/Introdução

Introdução/Fundamentos: A Hemorragia subaracnóidea (HSA) é uma condição grave e rara durante a gestação, com incidência em torno de 0,002% e mortalidade materna de 35-80%. É classificada como aneurismática e não aneurismática, dessas existe a Hemorragia Subaracnóidea Perimesencefálica (HSA-PM), que tem apresentação benigna e bom prognóstico.

Objetivos

Objetivo: Relatar um caso de hemorragia subaracnóidea espontânea em gestante durante o terceiro trimestre de gestação.

Delineamento/Métodos

Relato de Caso: M.F., sexo feminino, 39 anos, previamente hígida, gesta 4, para 3, com pré-natal sem intercorrências. Na 38ª semana de gestação, apresentou intensa cefaleia holocraniana, de início súbito acompanhada de vômitos. Ao exame físico: afebril, com rigidez de nuca, pressão arterial de 130x60mmHg e 15 pontos na Escala de Glasgow (ECG). Foi realizado Tomografia Computadorizada de Crânio (TC) que evidenciou hemorragia subaracnóidea em cisternas basais e IV ventrículo, configurando uma hemorragia subaracnóidea perimesencefálica e posteriormente foi coletado líquor de aspecto hemático. Devido ao quadro, a paciente foi submetida à cesárea, sem intercorrências e encaminhada para Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Foi manejada com Nimodipino e Dexametasona, permanecendo afebril, mas confusa (ECG 14) por dois dias. Realizou-se Angiotomografia de Crânio, a qual mostrou regressão substancial da hemorragia subaracnóidea comparada a TC de crânio anterior. Paciente evoluiu de forma satisfatória recebendo alta hospitalar.

Resultados

Discussão: A literatura mostra que a maioria das doenças cerebrais vasculares durante a gestação decorre de hemorragias aneurismáticas, seguido de hemorragia subaracnóidea espontânea. A hemorragia subaracnóidea perimesencefálica é responsável por 50% dos casos de HSA em não gestantes. No entanto, raros casos de HSA-PM foram descritos durante a gestação, e entre eles não houve conclusão quanto sua etiologia. Pensa-se que o risco de desenvolver o quadro é levemente maior no final da gestação em função do aumento da pressão e do fluxo sanguíneo, porém estes não foram considerados fatores de risco, pois nos raros casos descritos não houve qualquer lesão vascular verificada.

Conclusões/Considerações finais

Conclusão/Considerações finais: Diante da singularidade do caso descrito e da escassez de dados sobre a patologia nessa população, entende-se a necessidade de estudos complementares em busca de, entre outros fatores, sua etiologia para que haja a implementação de práticas que garantam diagnóstico e intervenção precoces.

Palavras Chaves

Palavras chave: Hemorragia subaracnóidea perimesencefálica, gestante.

Área

Clínica Médica

Instituições

Universidade Católica de Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil

Autores

Eduarda Gasperini, Ana Carina Caldas, Eduarda Silva, Bianca Rodrigues Orlando, Vinícuis de Paula Guedes

Promoção

SBCM

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SBCM MG
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