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Dados do Trabalho


Título

Doença de Behçet: relato de caso

Fundamentação/Introdução

A Doença de Behçet (DB) é uma desordem multissistêmica, de etiologia desconhecida, causada por vasculite em artérias e veias de qualquer calibre. É caracterizada pela tríade clássica de ulcerações orais e genitais recorrentes e uveíte, e acomete principalmente pacientes originários dos países banhados pelo Mar Mediterrâneo, do Oriente Médio e da Ásia, com poucos casos tendo sido relatados em pacientes negros.

Objetivos

Relatar um caso de DB em um paciente negro com quadro de úlceras orogenitais e ausência de uveíte.

Delineamento/Métodos

Paciente M.D., 33 anos, negro, sexo masculino, admitido em 12/09/16 com queixa de edema e úlcera em pé esquerdo. Relato de episódio prévio de tromboflebite em membro inferior esquerdo (MIE), tratado com clexane e ácido acetilsalicílico (AAS), e úlceras em ambos os membros inferiores com remissão espontânea. Suspeita inicial de trombose e início de anticoagulação com heparina. Dada a ausência de resposta e observada piora das úlceras, edema e dor no MIE, foi iniciado tratamento com meropenem e morfina. Paciente começou a apresentar nódulos acneiformes e eritema nodoso.

Resultados

Em nova anamnese, paciente relatou ulcerações orais e genitais recorrentes que, em associação com o histórico clínico, levaram a suspeita de DB. Exame físico normal, com exceção do acometimento do MIE. Avaliações neurológica e oftalmológica sem alterações. Exames laboratoriais indicaram aumento da velocidade de hemossedimentação (VHS = 38 mm). Pesquisa de trombofilias, provas reumatológicas e sorologias normais. Tomografia de tórax e MIE sem alteração. Ecocardiograma indicativo de insuficiência mitral moderada com prolapso de valva mitral. Doppler venoso e arterial de MIE evidenciou trombose parcial de veia femoral comum, trombose prévia e recanalizada das veias poplítea, soleares e safena interna, além de oclusão da artéria poplítea, sem visualização de artérias distais. Iniciado tratamento com prednisona 1mg/Kg/dia e azatioprina 200mg/dia. Após duas semanas, o paciente apresentou redução do edema e da dor e diminuição da VHS (13 mm). Recebeu alta hospitalar em 15/10/16 em uso de azatioprina, varfarina, AAS, prednisona (80mg), cilostazol e pentoxifilina.

Conclusões/Considerações finais

Relatamos o caso de um paciente que, apesar de não apresentar a tríade clássica e pertencer a um grupo racial pouco afetado, foi diagnosticado com DB, rara em nosso meio e cujo diagnóstico precoce e tratamento adequado implicam em melhora da qualidade de vida do paciente e do prognóstico da doença.

Palavras Chaves

Behçet; Vasculite; Uveíte; Ulcerações

Área

Clínica Médica

Instituições

Hospital Mater Dei - Minas Gerais - Brasil

Autores

Ana Luiza Lacerda Bamberg, Maria Gabriella Oliveira Cônsoli, Daniela Nascimento De Sá, Filipe Rodrigues Cunha, Luiza Silva Machado de Andrade


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