14º Congresso Brasileiro de Clínica Médica e 4º Congresso Internacional de Medicina de Urgência de Emergência

14º Congresso Brasileiro de Clínica Médica e 4º Congresso Internacional de Medicina de Urgência de Emergência

MINASCENTRO - Belo Horizonte /MG | 04 a 06 de Outubro de 2017

Dados do Trabalho


Título

Perfil epidemiológico dos pacientes com síndrome coronariana aguda e taxa de óbito hospitalar em hospital geral de atenção secundária sem serviço de hemodinâmica na zona sul da cidade de São Paulo – SP

Fundamentação/Introdução

Introdução : a doença arterial coronariana (DAC) é a principal causa de óbito no Brasil, chegando a representar 30% das mortes na faixa etária dos 20 aos 59 anos. A população de pacientes acometidos pela síndrome coronariana aguda (SCA) constitui-se em um grupo muito heterogêneo e com prognósticos diferentes entre si.

Objetivos

O objetivo do presente estudo é traçar o perfil epidemiológico dos pacientes admitidos com síndrome coronariana aguda e taxa de óbito hospitalar em hospital geral de atenção secundária sem serviço de hemodinâmica na zona sul da cidade de São Paulo – SP.

Delineamento/Métodos

Metodologia: Foi realizado um estudo retrospectivo observacional. Foram avaliados 176 pacientes admitidos com diagnósticos de Síndrome Coronariana Aguda (SCA), no período de maio de 2014 a abril de 2015. O critério de inclusão foi paciente com idade igual ou superior a 18 anos e diagnosticados com síndrome coronariana aguda. O projeto foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital.

Resultados

Resultados: A idade média dos pacientes avaliados foi de 60,2 anos, sendo 37,8% (67) do sexo feminino. 33,8% (60) dos pacientes apresentaram síndrome coronariana aguda com supradesnivelamento do segmento ST (SCACSST) e 117 (66.1%) dos pacientes apresentaram síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do segmento ST (SCASSST). Dos que apresentaram SCACSST, 33% (20) eram do sexo feminino, com idade média de 59,3 anos. 88% (53) apresentaram hipertensão arterial, 30%(18) diabetes mellitus, 18% (11) dislipidemia, 40% (24) eram tabagistas e 11.6% (7) tiveram infarto prévio. Foram trombolisados com tenecteplase 35%(23), 40% (24) fizeram cineangiocoronariografia, 20%(12) realizaram angioplastia com stent e 5% (3) fizeram cirurgia de revascularização do miocárdio. O tempo médio de internação foi de 13,4 dias com 8% (5) de óbitos.
Dos que apresentaram SCASSST 38,4% (47) eram do sexo feminino, com idade média de 61,1 anos . 74,3% (87) apresentaram hipertensão arterial, 30,7%(36) .diabetes mellitus, 35%(41) dislipidemia, 36.7% (43) eram tabagistas e 8.5% (10) tinham infarto prévio. 44,4% (52) fizeram cineangiocoronariografia, 11.9%(14) realizaram angioplastia com stent e 2.5% (3) fizeram cirurgia de revascularização do miocárdio. O tempo médio de internação foi de 16 dias com 3.3% (3) de óbitos.

Conclusões/Considerações finais

Conclusões: A ausência de serviço de hemodinâmica em hospital geral não aumentou a taxa de óbito intra-hospitalar de pacientes com síndrome coronariana aguda.

Palavras Chaves

Angina, síndrome coronariana aguda,

Área

Clínica Médica

Autores

Júlia Galvani Nobre Ferraz, Amanda Batalha, Alice Tatsuko Yamada, Lara Grazziotti Ceolin, Symont Phillip