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Dados do Trabalho


Título

EVOLUÇÃO DE PACIENTE ADULTO JOVEM COM DIAGNÓSTICO DE SÍNDROME DE GUILLAIN BARRÉ E USO DE IMUNOGLUBULINA HUMANA INTRAVENOSA

Fundamentação/Introdução

A Síndrome de Guillain Barré (SGB) é uma polineuropatia inflamatória desmielinizante aguda autoimune e em sua maioria reversível. A desmielinização ocorre em nervos motores, mas também pode atingir sensitivos. Há comprometimento periférico ascendente, progressivo e simétrico. A fraqueza é evidente em músculos proximais e membros inferiores são mais envolvidos. Uma infecção respiratória ou gastrointestinal pode preceder a SGB em 1 a 3 semanas. O diagnóstico é clínico e a alteração no exame de líquor com dissociação albumino citológica sugere SGB. A terapêutica inclui a plasmaférese ou imunoglobulina humana intravenosa (IGIV). Há evidência de que a IGIV nas duas primeiras semanas do início da doença acelera a recuperação.

Objetivos

Relatar o caso clínico de um paciente com SGB e discutir eficácia da terapia com IGIV.

Delineamento/Métodos

Homem, 49 anos, residente em Maringá-PR, deu entrada em hospital com queixa de tetraparesia há 3 dias. Ao exame neurológico: força muscular grau II em membros superiores e grau IV em inferiores e reflexos profundos diminuídos. Possuía histórico de gastroenterite aguda há 10 dias. Na avaliação neurológica foi diagnosticado com SGB e internado em enfermaria para terapia com IGIV, que foi administrada em um dia. Dentro de 24 horas, evoluiu com piora do quadro geral: tetraparesia flácida severa, paralisia facial periférica bilateral, dispneia, disartria e disfagia, sendo transferido para unidade de terapia intensiva (UTI), onde ficou por 18 dias. Permaneceu sob ventilação mecânica não invasiva por 15 dias e em dieta enteral por 18 dias. Evoluiu com melhora da função respiratória e aceitação de dieta pastosa via oral, depois de avaliação fonoaudiológica. Ao término das sete doses de IGIV houve melhora do estado clínico.

Resultados

Na alta hospitalar paciente encontrava-se tetraparético, com leve disartria e eupneico. O paciente passou por consulta neurológica ambulatorial, quando realizou eletroneuromiografia, que teve achados de neuropatia axonal motora aguda (AMAN). Realizou reabilitação fisioterápica e fonoaudiológica, com recuperação da fala, deglutição, mas ainda apresenta, após 5 meses de evolução, comprometimento motor, com força muscular grau II em membros superiores e grau III em inferiores.

Conclusões/Considerações finais

O uso de IGIV na SGB tende a uma recuperação favorável das funções motoras. Tal fato não foi visto no seguimento do caso, que após 5 meses de evolução passou de grau 5 para 4 na escala de comprometimento neurológico.

Palavras Chaves

Imunoglobulina; Polineuropatia; Síndrome de Guillain-Barré.

Área

Clínica Médica

Autores

Lorena Machado Dalalio, Leonardo Teixeira Ramoniga, Isabella de Souza Dantas, Nayara Possagnolo Paganini

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